
Um ataque israelense a uma escola primária feminina em Minab, no Irã, matou 53 estudantes e mais de 40 feridas, informou o governo de Teerã. Os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã na madrugada deste sábado (28/2), pelo horário de Brasília, pouco depois das 8h em Israel.
De acordo com as informações da agência de notícias estatal Irna, o ataque ocorreu contra uma escola em Minab, cidade da província de Hormozgan, no sul do Irã.
Estados Unidos e Israel não divulgaram detalhes sobre o ocorrido até o momento.
O balanço inicial dava conta de cinco meninas mortas no ataque, que as autoridades iranianas atribuíram a Israel, como parte da operação lançada com os Estados Unidos. O número ainda está em atualização.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, se manifestou e e afirmou que o ataque “não ficará impune”. Segundo a autoridade, o prédio foi bombardeado a luz do dia e mandou crianças inocentes.
The destroyed building is a primary school for girls in the south of Iran. It was bombed in broad daylight, when packed with young pupils.
Dozens of innocent children have been murdered at this site alone.
These crimes against the Iranian People will not go unanswered. pic.twitter.com/AVqiuolgWm
— Seyed Abbas Araghchi (@araghchi) February 28, 2026
A confirmação do ataque ocorrido na madrugada deste sábado foi divulgada pelo ministro da Defesa israelense, Israel Katz, e pelo presidente dos EUA, Donald Trump. Os mísseis foram lançados “para eliminar ameaças”, segundo Katz.
O escritório do Líder Supremo do Irã, a sede principal de Ali Khamenei no centro de Teerã, seria o principal alvo. Segundo a agência de notícias estatal Irna, o presidente do país, Masoud Pezeshkian, está vivo.
Uma fonte de segurança israelense disse ao jornal Times of Israel que o ataque é uma operação conjunta entre os EUA e Israel. Um oficial do país disse que está se preparando para vários dias de conflito com o Irã.
Segundo jornais iranianos, foi vista uma nuvem de fumaça no centro da cidade e ouvidas três explosões no centro de Teerã. Também foram ouvidas explosões nas províncias de Lorestan e Kermanshah. Após o ataque, o Irã e Israel fecharam seus espaços aéreos. “Solicita-se ao público que não se dirija aos aeroportos até novo aviso”, afirma o Ministério dos Transportes de Israel em comunicado.
Pelas redes sociais, o Departamento de Defesa dos EUA nomeou sua missão no Irã de “Operação Fúria Épica”.
Retaliação iraniana
Horas após os ataques dos EUA, a base da Marinha dos Estados Unidos no Bahrein foi alvo de mísseis iranianos, informou uma autoridade americana à CNN internacional.
Em vídeos que circulam na internet, é possível ver uma nuvem de fumaça no local.
Video of Iranian ballistic missile hitting the US Navy's 5th Fleet support base in Bahrain. pic.twitter.com/qopfpc7Vi7
— WarMonitor🇺🇦🇬🇧 (@WarMonitor3) February 28, 2026
Mais cedo, o Irã também lançou mísseis em direção a Israel.
A Força Aérea de Israel disse que detectou mísseis lançados do Irã em direção ao território de Israel. “Neste momento, a Força Aérea está trabalhando para interceptar e atacar onde for necessário para eliminar a ameaça. A defesa não é hermética e, portanto, as instruções do Comando da Frente Interna devem continuar a ser seguidas”, afirmou.
Negociações com o Irã
As negociações entre os EUA e o Irã sobre o programa nuclear iraniano terminaram sem conclusões na sexta-feira (27/2). Uma nova reunião ficou marcada para a próxima semana. Ontem, Trump disse que “não estava feliz” com o progresso das negociações.
“Temos uma grande decisão a tomar, que não é fácil. Eu preferiria resolvê-la de forma pacífica, mas quero dizer que essas pessoas são muito perigosas e difíceis”, disse.
Retirada em Israel
O Departamento de Estado autorizou, na sexta-feira (27/2), a saída de funcionários não essenciais do governo norte-americano e de seus familiares da missão dos EUA em Israel, citando riscos crescentes de segurança diante do aumento das tensões regionais envolvendo o Irã.
Em comunicado atualizado pela embaixada em Jerusalém, o governo informou que a medida foi adotada “devido a riscos de segurança”, e que novas restrições podem ser impostas sem aviso prévio em áreas como a Cidade Velha de Jerusalém e a Cisjordânia.
A recomendação também orienta que cidadãos considerem deixar Israel enquanto ainda houver voos comerciais disponíveis — um indicativo de que Washington trabalha com cenários de deterioração rápida do ambiente de segurança.
Com informações do Metrópoles.







