
Ao menos 13 militares iranianos morreram em decorrência dos ataques realizados pelos Estados Unidos nesta semana, segundo informações divulgadas nesta quinta-feira (3) pela agência semioficial iraniana Tasnim.
O número foi atualizado após a confirmação da morte de mais seis integrantes das forças armadas. Segundo a agência, os militares faziam parte das forças regulares do Irã, incluindo três pilotos, mortos na região sul do país. Não foram divulgados detalhes sobre o local exato dos ataques.
Os bombardeios realizados pelos Estados Unidos na terça-feira (1º) foram considerados os mais intensos em semanas. Antes da nova atualização, a Tasnim havia informado a morte de três integrantes do grupo paramilitar Basij na ilha de Lavan, no Golfo Pérsico.
Além disso, a Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) confirmou a morte de quatro de seus integrantes em ataques registrados no oeste do Irã.
Mortes civis também são registradas
As informações sobre as baixas militares são divulgadas de forma periódica e não há confirmação oficial de um número total de militares iranianos mortos desde o início do conflito.
O governo iraniano também voltou a destacar o impacto dos ataques sobre a população civil. Segundo um funcionário do Ministério da Saúde do país, entre 30 de agosto e 2 de setembro, 18 pessoas morreram e outras 142 ficaram feridas. Entre os mortos estavam cinco pessoas que participavam de um casamento.
O conflito, iniciado após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, já deixou milhares de mortos, principalmente no Irã e no Líbano. Os Estados Unidos informaram, por sua vez, que 18 militares americanos morreram e mais de 750 ficaram feridos.
Israel ameaça ampliar ataques contra o Irã
A tensão na região também aumentou nesta quinta-feira. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que o país poderá atacar instalações militares e civis do Irã, incluindo a infraestrutura energética, caso Teerã realize novos ataques contra território israelense.
Segundo Katz, uma eventual ofensiva iraniana contra Israel daria ao país liberdade para ampliar os ataques contra o Irã.
“Vamos paralisar toda a infraestrutura militar e civil do Irã — incluindo a infraestrutura energética — e fazer o Irã retroceder à Idade da Pedra e às trevas”, declarou o ministro.
A ameaça ocorre após Estados Unidos e Irã protagonizarem os confrontos mais intensos desde julho. Washington realizou ataques contra áreas no sul iraniano, enquanto o Irã lançou ofensivas contra bases americanas espalhadas pela região.
Israel, que participou da ofensiva conjunta contra o Irã iniciada em fevereiro, não esteve diretamente envolvido nas últimas rodadas de ataques entre Washington e Teerã.







