Pixuleco eleitoral
O ministro ainda afirma que uma “apuração parcial é apuração viciada”. “A deliberação do tribunal sobre matéria da tamanha gravidade não pode ocorrer nos termos ditados por alguém que tem desprezado qualquer senso de colegialidade, muito menos em pleno ciclo eleitoral”, afirmou Gilmar.
“O interesse é evidente”, continuou o ministro. “Evidente que se trata de um pixuleco, de um boneco eleitoral. É disso que nós estamos falando, sob pena de que o resultado, qualquer que seja ele, nasça marcado pela suspeita de haver servido a alguém”.
Bate-boca
A intervenção de Gilmar foi o estopim para um bate-boca com André Mendonça. Aos gritos, o decano afirmou que o colega agiu de maneira “político-eleitoral” ao pedir à PF que identificasse mensagens no âmbito do Caso Master, que investiga fraudes no sistema financeiro: “Evidente condução político eleitoral”, disse Gilmar, que completou com o dedo em riste: “Isso não se faz. Pessoas decentes não fazem isso”.
Mendonça reagiu: “Não aponte o dedo para mim, ministro Gilmar. Não está falando com qualquer um. Respeite esse Tribunal”.
Gilmar completou: “Quem não se dá respeito, não merece respeito”. Com Metrópoles.