A partir desta segunda-feira (12), a prefeitura de Parintins, distante a 369 quilômetros de Manaus, inicia uma operação para ajudar as famílias atingidas pela cheia do Rio Amazonas e seus afluentes com a doação de cestas básicas e madeira. Somente na área urbana da cidade são cerca de 3 mil famílias prejudicadas.

De acordo com o prefeito Alexandre da Carbrás (PSD), que já decretou situação de emergência na semana passada, a previsão é que pelo menos 1.500 cestas básicas sejam distribuídas principalmente na zona rural, onde parte da produção agrícola foi toda perdida e a criação de animais já contabiliza perdas significativas. Ele destaca que na comunidade rural do Saracura, a cerca de uma hora da sede do município, todas as casas estão sob risco de alagação.

Alexandre informa que também recebeu a confirmação de que o Estado enviará pelo menos 500 cestas ao município. “A Prefeitura de Parintins está atenta aos efeitos da cheia e estamos atuando para diminuir o sofrimento das famílias da cidade e interior”, disse.

Conforme as águas avançam sobre as áreas baixas de Parintins, a dificuldade de acesso dos moradores aumenta. Até a tarde de sábado, dia 10, a Defesa Civil já contabiliza aproximadamente 4 mil metros de pontes e passarelas construídas na área urbana. O número leva em consideração as pontes provisórias levantadas durante a cheia e as fixas construídas desde o mês de novembro. “Parintins é uma ilha, por isso, a água vai invadindo a cidade por todos os lados. Mesmo em uma cheia menor, algumas casas já ficam prejudicadas, e quando sabemos do risco de ser uma cheia grande, nossa preocupação aumenta”, afirmou.

Além das pontes e passarelas, a Prefeitura disponibilizará madeira para construção de ‘marombas’ nas áreas mais atingidas. Ele afirma ainda que a Prefeitura de Parintins deverá aterrar e concretar algumas vias no bairro do Santa Rita e a Avenida Paraíba, uma das mais movimentadas da cidade e que teve de ser interditada por conta do avanço da cheia.

O prefeito Alexandre também autorizou a contratação de mais pessoas para ajudar no trabalho de construção das pontes nos locais que já estão intransitáveis. “Já estamos nos preparando para enfrentar o fenômeno natural há pelo menos dois meses como forma de minimizar os impactos no município”, declarou.

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