
No domingo (22), ativistas penduraram uma fotografia emoldurada de Andrew Mountbatten-Windsor, no Museu do Louvre, em Paris, tirada por um fotógrafo da Reuters em 19 de fevereiro, enquanto ele estava sentado no banco traseiro de um carro ao deixar uma delegacia no dia de sua prisão.
Os ativistas, que também colaram uma legenda sob a fotografia com os dizeres: “Agora Ele Está Suando – 2026”, afirmaram que queriam enviar uma mensagem de que o membro da realeza, envolvido em escândalos, deveria ser levado à Justiça.
A frase faz referência a uma entrevista que o ex-príncipe concedeu à rede britânica BBC em 2019 em que ele afirma que não suava por uma condição médica. No livro de memórias de Virginia Giuffrie, uma das vítimas de Jeffrey Epstein que morreu em 2025, ela escreve que dançou com Andrew e que ele suava profusamente, o que ele negou com a explicação.
“Achamos que mostraríamos ao ex-príncipe Andrew como o mundo vai se lembrar dele, colocando esta foto icônica da prisão no Louvre. Esperamos que este seja apenas o começo. Justiça para todos os sobreviventes de Epstein”, disse um porta-voz do grupo à Reuters, em comunicado.
A foto e a legenda ficaram expostas por 15 minutos antes de serem removidas por funcionários do Louvre.
Mountbatten-Windsor, irmão mais novo do rei britânico Charles, foi preso na quinta-feira, dia em que completou 66 anos, sob suspeita de má conduta em cargo público, após alegações de que teria enviado documentos confidenciais do governo britânico ao falecido criminoso sexual norte-americano condenado Jeffrey Epstein.
A polícia britânica informou na sexta-feira (20) que estava entrando em contato com ex-agentes de proteção que trabalharam para Andrew Mountbatten-Windsor, incentivando qualquer pessoa com acusações de crimes sexuais relacionados a Jeffrey Epstein a se apresentar.
Em 2022, o membro da realeza fez um acordo em um processo civil movido nos Estados Unidos por Giuffre, que o acusou de abusá-la sexualmente quando ela era adolescente, em propriedades pertencentes a Epstein ou a seus associados.
Mountbatten-Windsor sempre negou qualquer irregularidade em relação a Epstein e afirmou que se arrepende de sua “associação equivocada” com ele.
Com informações de CNN Brasil.







