
A crise interna no Grêmio Recreativo e Cultural Escola de Samba A Grande Família, em Manaus, ganhou novos desdobramentos após a divulgação de um Ato Administrativo que suspende integrantes do Conselho Fiscal e, ao mesmo tempo, a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária para definir novos suplentes do órgão. Nos bastidores, parte da comunidade da escola interpreta as decisões como um movimento de resposta ao pedido de afastamento imediato do presidente Cleildo Barroso, feito por membros do próprio conselho.
O presidente da agremiação, Cleildo Barroso e Barroso, conhecido como “Caçula”, assinou o Ato Administrativo nº 01/2026, determinando a suspensão por 30 dias dos associados João Avelino, Alysson Souza e Jucicleide Cardoso. A medida foi publicada neste domingo (18) em meio à repercussão de denúncias envolvendo o dirigente, acusado de agredir e ameaçar a passista Marryeth Soares Figueiredo, de 29 anos.
No texto do ato, a Diretoria Executiva afirma que a penalidade foi aplicada após a “tentativa de afastamento do Presidente da Diretoria Executiva, sem amparo estatutário, por membros do Conselho Fiscal”, apontando possível infração e “insubordinação grave” conforme dispositivos do Estatuto Social.
Convocação de assembleia para eleger suplentes
Além da suspensão, um Edital de Convocação divulgado pela escola chama os associados para uma Assembleia Geral Extraordinária, marcada para o dia 23 de janeiro de 2026, na sede localizada na Rua Careiro, nº 149, bairro São José Operário, zona Leste de Manaus.
De acordo com o edital, a reunião ocorrerá às 20h em primeira chamada (com maioria estatutária) e às 20h30 em segunda chamada, com qualquer número de associados presentes. A ordem do dia prevê a eleição de suplentes do Conselho Fiscal, em razão da vacância de cargos, conforme prevê o Estatuto Social.
Bastidores apontam represália
Embora a escola sustente que as medidas seguem o Estatuto, integrantes ligados à agremiação apontam que o ato de suspensão e a movimentação para recompor o Conselho Fiscal são encarados, por alguns, como represália ao posicionamento dos dirigentes que cobraram o afastamento imediato do presidente, após a repercussão do caso envolvendo a passista.
O Ato Administrativo estabelece ainda que os suspensos ficam impedidos de exercer funções e praticar atos em nome da escola durante o prazo determinado, e concede 15 dias para apresentação de pedido de reconsideração. A Diretoria Executiva afirma também que será instaurada apuração com garantia de contraditório e ampla defesa e que um relatório será submetido à apreciação da Assembleia Geral.







