
São Paulo — Uma bebê de 1 ano e cinco meses retornou da creche em que fica durante o dia, em Carapicuíba, na Grande São Paulo, com várias mordidas no rosto. O caso foi denunciado pela mãe em uma publicação realizada nas redes sociais na última segunda-feira (31/3).
Segundo a responsável pela criança, a assistente de marketing Pâmela Ramos, de 30 anos, a creche a ligou por volta das 15h30 informando que a bebê havia sido mordida por “um colega”. Ao Metrópoles, ela contou que no momento estava no trabalho e que não conseguiria ir ao local, mas que o avô da vítima iria à creche para buscar a criança.
“Até então, o que você pensa como mãe, ou como qualquer pessoa normal, é que foi uma mordida de cada lado, que a tia da escola viu e tirou a criança de cima da minha filha. Então eu não tinha dimensão do que tinha acontecido, até o momento que eu larguei tudo no meu trabalho, porque meu pai me ligou e falou ‘ó, ela tá muito machucada, você vai ficar alucinada quando ver’”.
Ao encontrar a filha, a mulher relatou que “não conseguia acreditar” no que via. Pâmela contou cerca de 12 mordidas no corpo da bebê e neste momento foi para UPA com a vítima. Ao chegar na unidade de saúde, o caso já foi encaminhado ao conselho tutelar da cidade.
Posteriormente, a mãe foi à delegacia de Carapicuíba para registrar um boletim de ocorrência. As investigações pediram que fosse realizado um exame no Instituto Médico Legal (IML) da cidade, porém o local estava fechado no momento da denúncia. O procedimento médico foi realizado na manhã desta terça-feira (1°/4) e foi encaminhado pela mãe à Polícia Civil.
Pâmela contou à reportagem que conversou com a Secretaria da Educação de Carapicuíba por telefone. Segundo a mãe, a pasta afirmou que o colega autor das mordidas está afastado da creche. Além disso, a secretaria afirmou que a unidade escolar não é da prefeitura e sim possui um convênio com a administração municipal.
Por fim, a mulher relatou que está aguardando o retorno das autoridades responsáveis pela investigação do caso e entende que os pais do autor das mordidas devem ser responsabilizados pela ação.
A Prefeitura de Carapicuíba comentou na publicação feita por Pâmela nas redes sociais. No posicionamento, a administração municipal informou que está apurando com “urgência e rigor o caso de uma aluna que apresentou ferimentos enquanto estava em uma unidade escolar conveniada com o munícipio”.
A nota ainda confirmou a informação que a professora responsável já foi desligada da instituição e que um supervisor da rede foi direcionado para averiguar o ocorrido.
Bebê com “comportamento de trauma”
Em entrevista ao Metrópoles, Pâmela contou que a filha chegou em casa “bem chorosa” e que apontava para os hematomas em demonstração de dor. Ao conversar com a reportagem na tarde desta terça, a mulher contou que agora a bebê está “mais tranquila e medicada”.
A mulher relatou que a bebê está apresentando alguns “comportamentos de trauma”:
“Se uma criança chega perto dela, ela se afasta, não quer contato. Ela tem um irmão de 7 anos, que é meu outro filho, ela não está deixando ele ficar perto dela, não quer contato com ele. Estamos percebendo esse comportamento pós-traumático”, contou.
Pâmela ainda afirmou que acha bem difícil que a bebê queira retornar à escola em um futuro próximo e que vai contar com a rede familiar para cuidar da criança, visto que precisa sair para trabalhar.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o caso foi registrado como mais tratos e é investigado no 2º Distrito Policial de Carapicuíba. Com informações de Metrópoles.