
A blogueira digital Bárbara Keully Matos dos Santos, conhecida como Bárbara Santos, ganhou liberdade após passar alguns dias presa em Manaus. Ela havia sido presa no dia 30 de dezembro, enquanto treinava em uma academia, depois que a Polícia Civil divulgou que investigava um vídeo em que a influenciadora aparece dançando e exibindo armas de fogo nas redes sociais.
A revogação da prisão temporária, que havia sido decretada por 30 dias, não teve detalhes divulgados pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), uma vez que o processo tramita em segredo de Justiça.
Agradecimento nas redes sociais
Após deixar a prisão, Bárbara usou os stories do Instagram para agradecer as mensagens e orações recebidas. Em vídeos publicados na plataforma, ela afirmou que o episódio serviu como aprendizado e disse que está buscando reorganizar a vida e cuidar da saúde mental.
“Hoje eu só quero agradecer vocês por toda mensagem, todo apoio, toda oração… Deus precisou deixar isso acontecer comigo pra eu entender que Ele é o dono da minha vida”, declarou a influenciadora em uma das postagens.
Ela também afirmou que seguirá trabalhando nas redes sociais e com publicidades, mas ressaltou que ainda não conseguiu retomar totalmente a rotina, inclusive os treinos na academia.
Entenda o caso
Segundo a Polícia Civil, as imagens publicadas configurariam apologia ao crime, porte ilegal de arma de fogo e associação criminosa. A prisão foi realizada por agentes do 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), após o vídeo viralizar e gerar repercussão no Amazonas e também fora do estado.
De acordo com os investigadores, as apurações começaram no dia 28 de dezembro, quando as imagens passaram a circular na internet. No vídeo, Bárbara aparece ao lado de Carla Priscila do Nascimento Marques, que segue foragida, enquanto ambas seguram armas de fogo.
Durante a investigação, a Polícia Civil informou ter identificado que o armamento exibido seria de Jefferson Rhuan Barros de Lima, conhecido como “Ruan Cagão”, apontado como uma das lideranças do tráfico de drogas no entorno do bairro Compensa, na zona oeste de Manaus.
Ainda conforme a polícia, Jefferson Rhuan já foi preso por crimes como tráfico de drogas, associação para o tráfico, porte ilegal de arma, roubo e homicídio qualificado, e atualmente cumpre pena em regime aberto, além de responder a outros processos em liberdade.
As investigações também apontam que Bárbara e Carla Priscila teriam sido cooptadas por uma facção criminosa para auxiliar integrantes do tráfico, com atuação principalmente na guarda de materiais ilícitos, especialmente armas.
Prisão ocorreu na Max Teixeira
A prisão de Bárbara foi cumprida na avenida Max Teixeira, no bairro Cidade Nova, zona norte da capital, durante o cumprimento de mandado de prisão temporária.
Ela deve responder pelos crimes de associação para o tráfico de drogas, associação criminosa, porte ilegal de arma de fogo e apologia ao crime.
A prisão foi efetuada pelo delegado Cícero Túlio, da 1ª Delegacia Interativa de Polícia, que destacou a gravidade do caso.
“Assim que esse material chegou até a Polícia, nós iniciamos imediatamente os levantamentos para identificar quem eram as pessoas armadas no vídeo, porque se trata de uma conduta extremamente grave”, afirmou.
Segundo o delegado, Bárbara foi localizada na academia e não apresentou resistência. “Ela não reagiu e chegou a afirmar, informalmente, que já esperava ser localizada pela Polícia”, relatou.







