
A Bolsa de Valores brasileira (B3) acionou o mecanismo de proteção conhecido como circuit breaker na abertura do pregão desta segunda-feira (26/10), diante da forte desvalorização do mercado financeiro após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
As negociações foram retomadas às 10h40, mas, às 10h46, o Ibovespa registrava queda superior a 16%, operando próximo dos 170 mil pontos.
A instabilidade já havia sido identificada nas negociações do Ibovespa futuro, antes da abertura regular do mercado, prevista para as 10h.
Entenda como funciona o circuit breaker
Criado em 1997, o circuit breaker é um mecanismo utilizado pela B3 para interromper temporariamente as negociações em momentos de quedas acentuadas.
A primeira suspensão ocorre quando o Ibovespa recua 10%, interrompendo as operações por 30 minutos. Se a queda atingir 15% após a retomada, o pregão é suspenso por mais uma hora.
Em caso de desvalorização de 20%, a B3 pode estabelecer um novo período de paralisação.
Segundo o histórico apresentado, o mecanismo já foi acionado 23 vezes desde sua criação. Entre os episódios estão a crise asiática de 1997, a desvalorização do real em 1999, a crise financeira de 2008 e a pandemia de Covid-19, em março de 2020.
Reeleição presidencial influencia mercado
A forte reação dos investidores ocorre após a vitória de Lula sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25/10).
Com 100% das seções eleitorais apuradas, Lula recebeu 64.255.891 votos, equivalentes a 51,79% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro obteve 59.826.041 votos, correspondentes a 48,21%.
O resultado eleitoral é apontado como um dos principais fatores da instabilidade, em meio à reavaliação das expectativas dos investidores sobre os rumos da política econômica brasileira.
Com informações de Metrópoles







