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Candidatos bolsonaristas têm usado nesta segunda-feira (5/9) a decisão do ministro Luís Roberto Barroso, do STF, que suspendeu o piso salarial da enfermagem, no domingo (4/9), para atacar o Supremo. As mensagens publicadas por candidatos do partido de Jair Bolsonaro à Câmara e ao Senado acontecem às vésperas do Sete de Setembro. Na edição do ano passado, Bolsonaro ameaçou descumprir decisões do tribunal.

Candidata à reeleição em São Paulo pelo PL, sigla de Bolsonaro, a deputada Carla Zambelli escreveu mais cedo: “Nós avisamos que um dia o ativismo judicial do STF seria sentido por todos”. Zambelli aproveitou para chamar o público a protestar contra a corte no feriado: “Até quando vão esperar para defender o presidente que luta contra esse sistema? Dia 07/09 estarei na Paulista. E vocês?”.

Outro a vocalizar os ataques a todo o tribunal foi Gilson Machado, ex-ministro de Bolsonaro e candidato ao Senado em Pernambuco pelo PL. “E o pior, sem ter 1 só voto. E aí, petistas, vão ficar calados??”, escreveu, ressaltando que Barroso foi nomeado na gestão Dilma Rousseff.

Paulo Martins, candidato do PL ao Senado no Paraná, insinuou que a “paz social” está ameaçada: “Há tempos eu aponto que nosso Congresso é praticamente uma concessão do STF. Isso não é saudável para a paz social”, afirmou, depois de citar o ministro do Supremo.

O deputado Junio Amaral, do PL mineiro, escreveu: “Hoje, pela caneta do Barroso, muitos enfermeiros descobriram quem é o STF”.

(Metrópoles)

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