“Deus me salvou em Juiz de Fora, quando quiseram me matar”, disse o presidente, que também aproveitou pra reforçar sua oposição a ideologia de gênero e à liberação das drogas que, segundo ele, ocorrerá no governo do PT. Mas amenizou o discurso ao falar da liberdade de crença. “Aqui nós somos 90% de cristãos, mas respeitamos todas as religiões, bem como aqueles que não têm religião alguma”, apontou.
O governador Romeu Zema (Novo), por sua vez, disse que o país precisa de “um homem de Deus” na Presidência da República, e que o Brasil não pode reviver o desastre ocorrido em 2015 e 2016, na gestão petista. Após o evento, Bolsonaro seguiria para o Santuário de Aparecida do Norte, em São Paulo.
Outra visita do presidente à capital mineira está prevista para a próxima sexta-feira (14/10), quando a Associação Mineira dos Municípios (AMM) pretende entregar pauta com demandas dos municípios. Cerca de 600 prefeitos mineiros, além de deputados e vereadores são aguardados.
A ofensiva ocorre logo após Lula iniciar sua campanha de segundo turno no estado no último domingo (09/10), também em Belo Horizonte, e surpreender a oposição ao ser acompanhado por uma multidão de apoiadores. Para alcançar a maioria de eleitores em Minas Gerais, o presidente Jair Bolsonaro precisa superar os votos conquistados por seu oponente no primeiro turno, ocasião em que recebeu 5,2 milhões (43,6%) contra 5,8 milhões (48,29%) do ex-presidente Lula.
Para isso conta com o apoio de indecisos e de uma parcela de apoiadores de Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB) que já declararam apoio ao governo petista e juntos alcançaram 810.982 votos no estado.