
O ex-presidente Jair Bolsonaro permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília, após apresentar complicações decorrentes de uma pneumonia provocada por broncoaspiração. Boletim médico divulgado neste domingo (15) aponta que, apesar de apresentar estabilidade clínica e melhora na função renal, houve nova elevação de marcadores inflamatórios no sangue.
Diante dessa alteração, a equipe médica decidiu ampliar o tratamento com antibióticos, como forma de controlar o avanço do processo inflamatório. Segundo o hospital, Bolsonaro segue sob cuidados intensivos e sem previsão de deixar a UTI neste momento.
O comunicado médico também informou que o tratamento inclui intensificação da fisioterapia respiratória e motora, medidas consideradas importantes para auxiliar na recuperação do paciente.
O boletim é assinado pelos médicos Claudio Birolini, Leandro Echenique e Brasil Caiado, além do coordenador da UTI Geral do hospital, Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Jr., e do diretor-geral da unidade, Allisson B. Barcelos Borges.
Bolsonaro foi internado no hospital na manhã da última sexta-feira após passar mal durante a madrugada enquanto estava no 19º Batalhão da Polícia Militar de Brasília, conhecido como “Papudinha”. Ele chegou à unidade hospitalar apresentando febre, dor de cabeça, calafrios e baixa saturação de oxigênio, sendo imediatamente colocado sob suporte respiratório.
De acordo com registros da equipe médica que prestou os primeiros atendimentos, o ex-presidente havia apresentado inicialmente uma crise de soluços na noite anterior. Durante a madrugada, por volta das 2h, surgiram sintomas como náuseas e tremores, o que levou ao atendimento médico ainda nas dependências do batalhão.
Após avaliação realizada às 6h45 pela equipe de saúde da unidade policial, foi recomendada a transferência para o hospital, onde ele permanece sob acompanhamento especializado.
Família volta a pedir prisão domiciliar
O estado de saúde do ex-presidente reacendeu o debate sobre a possibilidade de mudança no regime de cumprimento de pena. Em publicação nas redes sociais, o senador Flávio Bolsonaro defendeu que o pai seja autorizado a cumprir prisão domiciliar.
Segundo ele, o histórico médico de Bolsonaro exige acompanhamento constante, especialmente devido aos medicamentos utilizados e às consequências da facada sofrida durante a campanha eleitoral de 2018.
“O certo e o justo seria que ele voltasse para casa”, escreveu o senador ao comentar o estado de saúde do ex-presidente.
Até o momento, entretanto, não há qualquer decisão judicial sobre eventual mudança no regime.







