Daciolo e Massarolo: filiação ao Mobiliza marca nova movimentação política do ex-deputado rumo às eleições de 2026

O ex-deputado federal Cabo Daciolo voltou a movimentar o tabuleiro político com mais uma guinada inesperada. Nesta sexta-feira (3), ele anunciou filiação ao Mobiliza do Amazonas — novo nome do antigo PMN — e lançou pré-candidatura à Presidência da República em 2026, mas sem descartar novas mudanças de rumo.

A declaração, feita nas redes sociais ao lado do presidente nacional da legenda, Antônio Carlos Massarolo, escancarou o tom imprevisível da estratégia de Daciolo: ao mesmo tempo em que se apresenta como presidenciável, admite disputar o Governo do Amazonas ou até uma vaga no Senado.

A reviravolta ocorre poucos dias após o próprio Daciolo ter oficializado pré-candidatura ao Senado pelo Solidariedade, em evento realizado em Manaus. O plano, no entanto, foi abandonado após a legenda passar a orbitar o grupo político do ex-prefeito David Almeida — movimento que levou o ex-deputado a romper e buscar novo abrigo partidário.

Na publicação em que confirmou a filiação, Daciolo reforçou o discurso religioso que marca sua trajetória política, resgatando o lema “Cabo Daciolo 2026” e citando um versículo bíblico. A estratégia repete o estilo adotado na eleição presidencial de 2018, quando ganhou notoriedade nacional com bordões como “Glória a Deus” e declarações que misturavam política e religião.

Naquele pleito, Daciolo terminou em sexto lugar, com 1,26% dos votos válidos, superando nomes tradicionais da política nacional. Também ficou marcado por episódios polêmicos, como o questionamento sobre a chamada “Ursal” durante debates televisivos.

Desde então, sua trajetória partidária tem sido marcada por mudanças constantes. Ele já passou por siglas como PSOL, Patriota, Podemos, PL, PMB, PDT e outras, evidenciando um histórico de reposicionamentos frequentes a cada ciclo eleitoral.

Agora, ao se filiar ao Mobiliza, Daciolo volta ao centro das atenções com um discurso que mistura críticas à política tradicional, apelo religioso e indefinição estratégica — um combo que, se por um lado mantém sua visibilidade, por outro levanta dúvidas sobre qual será, de fato, seu projeto eleitoral em 2026.

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