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A Seleção Brasileira enfrenta a Noruega neste domingo (5), às 17h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey, pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. Além da disputa em campo, as duas equipes terão um adversário a mais: o calor.

Em partidas de alta intensidade, as temperaturas elevadas aumentam o desgaste físico. O organismo precisa manter o esforço, controlar a temperatura corporal e repor os líquidos perdidos pelo suor. Quando isso não acontece, cresce o risco de desidratação, câimbras, queda de rendimento e exaustão pelo calor.

Segundo o médico do esporte Anderson Clayton Sant’Anna, da plataforma INKI, o cenário fica ainda mais desafiador quando há alta umidade do ar, já que o suor evapora com menos eficiência.

“Em ambientes quentes e úmidos, o atleta perde a capacidade de sustentar esforços intensos repetidos, o que compromete tanto o rendimento físico quanto a tomada de decisões durante o jogo”, explica.

Na prática, o calor pode reduzir a intensidade das arrancadas, dificultar a recomposição defensiva, comprometer a precisão dos passes e afetar a concentração ao longo da partida. Embora o preparo físico minimize esses efeitos, ele não elimina os impactos das altas temperaturas.

Especialistas também destacam que seleções acostumadas a treinar em regiões mais quentes tendem a apresentar melhor adaptação fisiológica. Ainda assim, sem os cuidados necessários, os jogadores podem apresentar sintomas como tontura, dor de cabeça, náuseas, câimbras, fadiga intensa e, em casos mais graves, hipertermia e insolação.

Pausas para hidratação ajudam a preservar desempenho

As pausas para hidratação, adotadas na Copa do Mundo de 2026, ganharam papel importante para proteger a saúde dos atletas. Além da reposição de água, elas permitem a ingestão de eletrólitos, como sódio, potássio e magnésio, fundamentais para o funcionamento muscular.

De acordo com o médico do esporte André Pedrinelli, da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte, a medida ajuda o organismo a suportar melhor as exigências físicas da partida.

“As pausas para hidratação transformam o jogo em blocos mais equilibrados e ajudam o organismo a suportar melhor as exigências físicas impostas pela partida”, afirma.

Em dias de calor intenso, um atleta pode perder mais de um litro de suor por hora, tornando a hidratação uma estratégia essencial para manter a saúde e o desempenho durante os 90 minutos.

Sinais de alerta para exaustão pelo calor

  • Sede intensa;
  • Tontura;
  • Dor de cabeça;
  • Câimbras;
  • Náuseas;
  • Suor excessivo ou redução repentina da transpiração;
  • Confusão mental;
  • Fadiga intensa;
  • Queda brusca de rendimento.

No duelo entre Brasil e Noruega, a preparação física, a hidratação e o controle da temperatura corporal podem ser tão importantes quanto a estratégia tática para garantir um bom desempenho até o apito final.

Com informações de Metrópoles

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