Os vereadores da Câmara Municipal de Manaus (CMM) aprovaram no apagar das luzes 83% de aumento à Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP) – um monstrengo conhecido pelo nome de Cotão – durante a última sessão do ano, realizada na quarta-feira, 15.
Uma malandragem oficial típica de uma república de banana, que agride e ofende a dignidade do contribuinte vilmente explorado para garantir tamanha infâmia.
Além da verba de gabinete, denunciado pelo Jornal Nacional, edição de sábado, 18, os senhores de gravata aprovaram, também, o aumento do número de assessores para cada vereador.
A votação aconteceu à toque de caixa.
Dos 41 vereadores, 37 votaram a favor do ultrajante aumento, que passou de R$ 18 mil para mais de R$ 33 mil reais por mês para privilegiar a esses senhores despudorados gastos com combustível, aluguel de veículos e internet.
Os vereadores Rodrigo Guedes (PSC), Carpegiane Andrade (Republicano) e Raiff Matos (DC) votaram contra o aumento da Ceap. Na atual legislatura, apenas o vereador Amom Mendel (sem partido) abriu mão de usar o “Cotão”.
O projeto de lei é de autoria da mesa diretora e não estava previsto na pauta do dia.
A CMM gasta R$ 8,67 milhões por ano com o cotão. Agora, o valor sobe para R$ 15.881.304 por ano. A despesa não depende da sanção do prefeito.
Oposição fez críticas a votação
Único vereador a não usar a verba deste o início do mandato, Amom Mandel (sem partido), criticou a votação relâmpago que aprovou o projeto. “Acabaram fazendo uma manobra para que esse projeto de lei, que não era matéria para regime de urgência, acabar entrando como regime de urgência, impedindo aí, portanto, a discussão adequada da pauta”, afirmou o parlamentar, na entrevista exibida em rede nacional.
O vereador Rodrigo Guedes (PSC), um dos votos contrários ao aumento, também fez críticas a votação relâmpago e afirmou que o “Cotão” não estava na pauta. “Foi colocado no último minuto da sessão. Não foi divulgado”, acrescentou o parlamentar.
O “Cotão” é usado para cobrir gastos com combustível, aluguel de veículos, consultoria, internet e telefonia.
Confira o Jornal Nacional







