Prefeitura de Carauari intensifica ações na comunidade Ponte do Futuro, uma das mais atingidas pela cheia, com apoio direto às famílias e acompanhamento da situação nas áreas alagadas.

Com áreas já alagadas e comunidades isoladas, Carauari tem intensificado ações emergenciais para minimizar os impactos da cheia dos rios, cenário que se agrava em todo o Amazonas. Segundo a Defesa Civil do Estado, o número de municípios em situação de emergência subiu para sete, refletindo o avanço das águas em diferentes regiões.

De acordo com o mais recente levantamento da Defesa Civil, além de Carauari, também estão em situação de emergência os municípios de Atalaia do Norte e Benjamin Constant, na calha do Alto Solimões; Boca do Acre e Canutama, na região do Purus; além de Eirunepé e Itamarati, na calha do Rio Juruá.

A classificação indica que essas localidades já enfrentam impactos diretos da cheia, como alagamentos em áreas urbanas e rurais, interrupção de vias de acesso e prejuízos à infraestrutura.

Enquanto o cenário se agrava, Carauari se destaca pela mobilização de sua estrutura municipal para atender as famílias atingidas. A Prefeitura intensificou ações na comunidade Ponte do Futuro, uma das mais afetadas pela subida das águas, com envio de assistência e acompanhamento direto da situação.

A operação foi coordenada por determinação do prefeito Airton Siqueira e envolveu equipes de diversas secretarias municipais, em um esforço conjunto para reduzir os impactos da enchente. Durante a ação, o vice-prefeito José Maria Santiago esteve na comunidade, dialogando com moradores e avaliando as principais demandas.

Entre as medidas adotadas, está a construção de passarelas de madeira, garantindo mais segurança e mobilidade para os moradores em áreas alagadas. As ações fazem parte das estratégias do Comitê de Enfrentamento à Cheia 2026, que segue monitorando as áreas mais críticas.

Em todo o estado, a Defesa Civil mantém acompanhamento contínuo da situação. Atualmente, outras 12 cidades estão em estado de alerta e 15 em atenção, enquanto 28 municípios seguem em condição de normalidade, incluindo Manaus.

Apesar do avanço da cheia, ainda não há um levantamento consolidado sobre o número de pessoas afetadas neste ano. O fenômeno é comum na região e ocorre de forma cíclica, com início entre os meses de outubro e novembro, atingindo o pico geralmente no primeiro semestre.

O órgão estadual informou que segue prestando apoio às prefeituras, com orientações técnicas e suporte nas ações de resposta às populações atingidas.

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