Júlia Emilia Mello Lotufo, viúva do miliciano e ex-capitão da Polícia Militar do Rio de Janeiro, Adriano Magalhães da Nóbrega, perdeu a escolta que tinha da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), tropa de elite da Polícia Civil. Ela responde por organização criminosa e lavagem de dinheiro e usufruía do benefício desde junho do ano passado sem respaldo da Justiça do Rio de Janeiro.

Lotufo é considerada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) a responsável pela contabilidade da quadrilha do bicheiro morto em fevereiro do ano passado, na Bahia.

Na decisão, à qual o jornal O Globo teve acesso, o juiz da 1ª Vara Criminal Especializada da Capital, Bruno Rulière, destacou que “nunca houve determinação do Juízo para que a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro prestasse escolta à acusada”.

O magistrado negou o pedido da defesa de Júlia e determinou que o passaporte da ré continue retido. Além disso, indeferiu o pedido de deixar o Brasil para morar em Portugal. Ela, no entanto, poderá deixar o uso da tornozeleira eletrônica. Ela estava sendo monitorada desde março do ano passado.

Oito meses após o assassinato de Adriano da Nóbrega, Júlia se casou novamente com o empresário do ramo de azeite Eduardo Vinícius Giraldes Silva. Ele também responde por sonegação fiscal e lavagem de dinheiro.

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