
A morte do cão comunitário Orelha, também conhecido como Preto, continua gerando revolta e mobilização popular em Florianópolis (SC). Neste domingo (25), o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), declarou que o caso deve ter novos avanços nas investigações nos próximos dias, diante da pressão da comunidade e da repercussão nacional.
Orelha vivia há quase dez anos na Praia Brava, no Norte da Ilha, e era cuidado por moradores, pescadores e comerciantes da região. No início de janeiro, o animal foi vítima de agressões violentas e, por causa da gravidade dos ferimentos, precisou ser submetido à eutanásia, o que aumentou ainda mais a comoção pública.
Protestos cobram punição e resposta rápida
A indignação também se transformou em ato nas ruas. No sábado (24), moradores voltaram a protestar, cobrando agilidade das autoridades e punições mais rígidas aos responsáveis. Uma manifestação semelhante já havia ocorrido na semana anterior, reforçando o apelo por justiça e medidas exemplares.
Atualmente, quatro adolescentes são investigados pela Polícia Civil por possível participação no crime. Segundo as informações que circulam no município, eles seriam filhos de empresários, detalhe que também vem aumentando a cobrança por transparência e responsabilização.
“As informações são chocantes”, diz governador
Ao comentar o caso publicamente, o governador afirmou ter tomado conhecimento da situação há cerca de dez dias e que determinou a apuração imediata. De acordo com Jorginho Mello, diligências já foram realizadas e o material reunido integra o inquérito em andamento.
“As informações reunidas até agora são chocantes”, afirmou o governador ao sinalizar que novas atualizações devem ser divulgadas nos próximos dias. A investigação está sob responsabilidade da Delegacia de Proteção Animal.
Repercussão chega ao Amazonas
O caso do cão Orelha ultrapassou as fronteiras de Santa Catarina e repercutiu também no Amazonas. Em Manaus, a deputada estadual licenciada Joana Darc, atual secretária de Proteção e Bem-Estar Animal, usou as redes sociais para se manifestar e classificou o episódio como crime grave.

“O que fizeram com o cãozinho comunitário Orelha foi maus-tratos. Foi um crime grave, cometido por quem menos esperávamos. Que sua partida não seja em vão e que sua história desperte consciência, empatia e, principalmente, JUSTIÇA! Descanse em paz, Orelha! A sua vida importa, assim como a vida de todos os animais”, escreveu.
Luisa Mell critica andamento da apuração
A ativista Luisa Mell também se pronunciou e demonstrou indignação com o andamento da investigação. Em vídeo publicado nas redes sociais, ela afirmou que imagens que poderiam comprovar a agressão brutal ao animal não teriam sido localizadas, o que levantou críticas sobre a condução do caso e aumentou a pressão por esclarecimentos.
Enquanto isso, a morte de Orelha segue como símbolo de mobilização popular e reacende o debate sobre punições, fiscalização e combate efetivo aos crimes de maus-tratos contra animais.
Tutor do cão Joca também reage: “Um absurdo”
Quem também se manifestou publicamente foi João Fantazzini, tutor do cão Joca, que morreu durante um transporte aéreo da Gollog, empresa ligada à Gol, após um erro no destino. Em publicação nas redes sociais, ele fez duras críticas e cobrou providências imediatas das autoridades catarinenses.
“Um ABSURDO! MP de Santa Catarina e o Gov do estado TEM que tomar uma atitude! São 4 psicopatas que não podem estar em sociedade! Eles PRECISAM ser recolhidos até completarem a maioridade e serem presos!”, escreveu.
Na sequência, Fantazzini disse que Orelha não será esquecido e finalizou com uma mensagem de homenagem ao animal:
“4 monstros tiraram sua vida Orelha, mas você não vai ser esquecido lindão! Vai brincar com meu Joca e pode deixar que a gente briga por vocês aqui.”
O caso do cão Orelha permanece cercado por cobrança pública e se tornou símbolo de indignação contra maus-tratos, reacendendo o debate sobre punição, responsabilização e medidas mais firmes diante de crimes contra animais.







