Uma moradora assumiu à Polícia Civil que mentiu ao admitir, em uma publicação nas redes sociais, que possuía um suposto vídeo do espancamento do cão Orelha. Na postagem, a mulher afirmou que um porteiro registrou o momento da agressão ao cachorro e, depois, o trabalhador teria sido coagido por parentes dos adolescentes.

Caso Orelha

  • Vítima de maus-tratos, o cão comunitário Orelha morreu na madrugada de 4 de janeiro, no bairro Praia Brava, em Florianópolis (SC).
  • De acordo com laudos da Polícia Científica, o animal sofreu uma pancada contundente na cabeça.
  • Ele foi resgatado por moradores no dia seguinte e morreu em uma clínica veterinária em decorrência dos ferimentos.
  • A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu, na última terça-feira (3/2), a investigação e pediu a internação de um dos jovens suspeitos e indiciou três adultos por coação a testemunha.
  • Quatro adolescentes foram representados no caso.
  • Por envolver menores de idade, o processo tramita em segredo de Justiça, segundo informou o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC).
  • 24 testemunhas foram ouvidas e oito adolescentes investigados.
  • Para identificar o responsável os investigadores analisaram mais de mil horas de gravações de 14 equipamentos instalados na região.

“Partiu de mim o post que contou, só que eu não imaginei que fosse repercutir tanto. Aí, quando eu comecei a perceber que o post tinha viralizado e começaram a falar de represálias às crianças, eu não acho certo isso”, declarou a moradora em depoimento obtido pelo Fantástico.

Ao ser questionada sobre ter visto em algúm momento o suposto vídeo feito pelo porteiro, a mulher afirmou que “pecou” ao acreditar na informação que havia sido publicada por uma outra pessoa em um grupo.

“Essa menina também colocou no grupo que ele teria filmado os garotos indo atrás dos cachorros. Em seguida, o pai de um dos menores foi até ele e ameaçou ele, que ele tirasse o post do grupo. Então, eu acho que essa parte aí eu pequei, porque eu não deveria ter acreditado nela”, afirmou em depoimento.

Com informações de Metrópoles.
Artigo anteriorSuspeito de envolvimento no desaparecimento de família no RS é preso
Próximo artigoFlávio Bolsonaro diz que Macron só vem ao Brasil para “tirar foto”