Logotipo do HSBC no distrito financeiro Central em Hong Kong • Um logotipo do HSBC é visto em sua sede no distrito financeiro Central em Hong Kong, China, em 4 de agosto de 2020. REUTERS/Tyrone Siu

CEO do HSBC afirmou na segunda-feira (9) que o banco continua confiante nas perspectivas econômicas dos países do Golfo, enquanto a região e o Oriente Médio se preparam para o choque econômico causado pela guerra entre os Estados Unidos, Israel e o Irã.

Georges Elhedery disse que a “convicção do HSBC nos fundamentos e no futuro do CCG (Conselho de Cooperação do Golfo) permanece inalterada”, em alguns dos primeiros comentários de um executivo de um banco internacional sobre a crescente crise.

Como muitos credores internacionais, o HSBC tem buscado se expandir pelo Golfo e destacou a região como fundamental para sua estratégia mais ampla de capitalizar negócios globais inter-regionais e fluxos de capital para impulsionar a lucratividade geral do banco.

O HSBC não divulga a contribuição do Oriente Médio para seus lucros, mas um cálculo da Reuters com base nos números da empresa mostrou que seus negócios nos Emirados Árabes Unidos e na Arábia Saudita, que representam a grande maioria de suas atividades na região, contribuíram juntos com 5% dos lucros gerais do grupo anualmente nos últimos cinco anos.

“O HSBC continua firme em sua confiança no CCG e na força, resiliência e promessa de longo prazo da região”, disse Elhedery em comunicado na segunda-feira. “Continuamos acreditando que os próximos anos trarão estabilidade, crescimento e prosperidade renovados.”

Elhedery disse aos investidores em uma teleconferência em 25 de fevereiro que o “corredor Ásia-Oriente Médio está se tornando um eixo determinante do crescimento global”, acrescentando que os Emirados Árabes Unidos estavam entre os mercados-chave para a estratégia do banco de aumentar as taxas de gestão de patrimônio.

Desde o início da guerra, há 10 dias, drones e mísseis balísticos iranianos atingiram países do GCC (Conselho de Cooperação do Golfo), que compreende Bahrein, Kuwait, Arábia Saudita, Catar, Omã e Emirados Árabes Unidos, prejudicando gravemente as exportações de petróleo e gás que sustentam as receitas regionais.

Com informações de CNN Brasil.

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