Cerca de 80 países pediram, nesta quinta-feira (24), a reabertura urgente do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte internacional de petróleo e outros produtos energéticos.

Em uma declaração conjunta apresentada nas Nações Unidas, os países também condenaram as ações atribuídas ao Irã e aos Houthis na região e afirmaram que os episódios representam riscos à navegação internacional, ao comércio e à segurança energética.

A declaração foi lida pelo ministro das Relações Exteriores do Bahrein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani.

“As ações do Irã no Estreito de Ormuz continuam a ameaçar a segurança internacional e os direitos e liberdades de navegação”, afirmou o documento.

Países condenam ações dos Houthis

Os signatários também criticaram a retomada dos confrontos envolvendo os Houthis, grupo que atua no Iêmen e mantém relação com o Irã.

“Também condenamos veementemente a decisão dos Houthis de retomar o conflito no Iêmen, seus ataques contínuos contra a Arábia Saudita e suas ações imprudentes no Mar Vermelho”, diz a declaração.

Entre os países que assinaram o documento estão Estados árabes do Golfo e potências ocidentais.

O texto também afirma que o avanço dos Houthis em direção ao Estreito de Bab el-Mandeb poderia ampliar os riscos para a navegação internacional, a segurança marítima e o comércio global.

Irã e Houthis apresentam ações como defesa

O Irã e os Houthis, por outro lado, apresentam suas ações na região como medidas de defesa diante do conflito e das operações militares envolvendo seus adversários.

A situação no Estreito de Ormuz tem impacto direto sobre o transporte marítimo internacional, especialmente por se tratar de uma rota estratégica para o comércio de petróleo e outros produtos energéticos.

A declaração dos cerca de 80 países ocorre em meio ao aumento das tensões na região e às preocupações sobre os efeitos dos confrontos sobre a navegação comercial e os mercados de energia.

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