
Em um cenário em que a inclusão se torna cada vez mais urgente, o Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam) ampliou significativamente a oferta de cursos voltados ao atendimento e à inclusão de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no estado.
A iniciativa contempla tanto a capital Manaus quanto municípios do interior do Amazonas, reforçando a necessidade de qualificação profissional em uma área que cresce em demanda social.
O diretor-presidente do Cetam, Fábio Albuquerque, destaca que esse incremento de cursos de educação especial é uma determinação do governador Wilson Lima, que tem investido muito em aparelhos de inclusão, como o Caic TEA.
“O governador Wilson Lima tem muita sensibilidade para com essa parcela importantíssima da população do Amazonas. E o Cetam como organismo qualificador de mão de obra e, principalmente, fomentador de conhecimento abraçou ainda mais a inclusão nessa gestão. E vamos continuar ampliando ofertas e cursos nesse segmento”, afirmou.
Ao todo, 17 turmas foram destinadas ao interior do estado, enquanto mais de dez turmas estão sendo ofertadas na capital, todas voltadas para duas formações estratégicas: Auxiliar em Terapia ABA, Agente de Inclusão para Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA), Assistente Terapêutico e Informática Básica para Pessoa com TEA.
Os cursos têm como objetivo preparar profissionais capazes de atuar diretamente no acompanhamento, no desenvolvimento e na inclusão social de pessoas autistas em ambientes profissionais, educacionais e terapêuticos.
A expansão das turmas ocorre em um momento em que os números de pessoas do TEA no estado evidenciam a importância de políticas públicas voltadas à inclusão.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), atualmente 43.983 pessoas possuem diagnóstico de autismo no Amazonas, número que representa 1,1% da população estadual.
Desse total, mais de 9 mil pessoas já solicitaram a carteirinha de identificação emitida pelo Governo do Amazonas, documento que garante prioridade em serviços públicos e privados.
O gerente de Planejamento do Cetam, professor Pedro Santarém, enfatizou a alta demanda em relação a esses cursos.
“Devido ao aumento do interesse, desde 2024 o quantitativo dessas turmas tem aumentado significativamente e hoje o curso de Agente de Inclusão para Pessoas com Transtorno do Espectro Autista é o terceiro curso mais procurado do Cetam”, informou.
Pedro também adiantou que a autarquia prepara novidades para o próximo edital. Segundo ele, a proposta é ampliar ainda mais a formação voltada à educação especial.
“Nós temos um escopo da educação especial, e no próximo edital vamos ter o curso de Ledor e Transcritor, para auxiliar pessoas com deficiência visual, e o curso de Cuidador Infantil para Crianças com TEA, que é voltado à especialização de babás”, explicou.
Além das formações voltadas a profissionais e cuidadores, o Cetam também aposta na capacitação direta de pessoas autistas.
Na capital, a instituição está oferecendo o curso de Informática Básica exclusivo para pessoas com TEA, direcionado a adolescentes a partir de 14 anos. A proposta é estimular autonomia e ampliar oportunidades educacionais e profissionais para esse público.
Francineide Castro, que é aluna do curso de Auxiliar em Terapia ABA, destacou que iniciativas como essa ajudam a reduzir uma das maiores lacunas enfrentadas pelas famílias: como lidar com o autismo no dia a dia. “Eu, como mãe de autista, preciso aprender como lidar da forma correta em casa e levar meu conhecimento também para a sociedade, pretendo trabalhar na área quando ele estiver na escola”, relatou.
Com a ampliação das turmas, o Cetam busca não apenas qualificar profissionais, mas também fortalecer uma rede de apoio mais preparada para garantir inclusão real nas escolas, nos serviços de saúde e na sociedade.







