As primeiras conclusões da investigação das causas do acidente indicam que o trem da Iryo descarrilou e, em seguida, o outro trem, que viajava no sentido oposto, colidiu com os vagões descarrilados.
“A frente do trem que viajava de Madri para Huelva colidiu, pelo que sabemos até o momento, com um ou mais vagões que haviam cruzado os trilhos”, afirmou Puente. O impacto foi tão violento que os dois primeiros vagões do trem da Renfe foram arremessados para fora dos trilhos, segundo o ministro.
Uma testemunha disse à emissora RTVE que um dos vagões do primeiro trem havia capotado completamente. Imagens de televisão mostraram equipes médicas e de bombeiros no local, tentando tirar as vítimas dos ferros retorcidos dos vagões.
Os serviços de emergência tiveram dificuldades para retirar as centenas de passageiros que ficaram presos nos destroços. “O problema é que os vagões estão retorcidos, então o metal está retorcido com as pessoas dentro”, disse Francisco Carmona, chefe dos bombeiros de Córdoba, à emissora pública RTVE.
Um jornalista da emissora pública RNE, que viajava num dos trens, disse que o impacto pareceu um terremoto. Passageiros usaram martelos de emergência para quebrar os vidros do vagão e sair, relatou.
“Um filme de horror”
Lucas Meriako, que viajava no primeiro trem que descarrilou, disse à rede de TV La Sexta que tudo “parece um filme de horror”.
“Sentimos um impacto muito forte por trás e a sensação de que o trem inteiro iria desmoronar, quebrar… havia muitos feridos por causa dos vidros”, contou.
A mídia espanhola estimou que cerca de 400 pessoas estavam nos dois trens.
Os serviços de alta velocidade entre Madri e as cidades andaluzas de Córdoba, Sevilha, Málaga e Huelva ficarão suspensos pelo menos durante toda a segunda-feira, anunciou a Adif.
Espaços foram preparados nas estações de Madri, Sevilha, Córdoba, Málaga e Huelva para atender familiares das vítimas