• 27/02/2025. REUTERS/Tingshu Wang

A inflação ao consumidor da China acelerou para o nível mais alto em mais de três anos ​em fevereiro devido aos efeitos do feriado do Ano ​Novo Lunar, enquanto a deflação ao produtor persistiu em meio à fraqueza da demanda.

As autoridades têm tentado estimular o consumo nos últimos dois anos, mas analistas dizem que é preciso fazer mais para resolver o desequilíbrio entre oferta e demanda.

O índice de preços ao consumidor aumentou 1,3% em fevereiro em relação ao ano anterior, no quinto mês seguido de alta e após avanço de 0,2% em janeiro, ⁠segundo dados do Escritório Nacional de Estatísticas ​divulgados nesta segunda-feira (9). A taxa foi a mais alta em 37 meses e superou ​o aumento de 0,8% esperado em uma pesquisa da Reuters.

O feriado de nove dias do Ano ⁠Novo Lunar impulsionou as viagens domésticas e os ⁠gastos dos consumidores, elevando o índice com o aumento dos preços dos serviços.

Os ​preços ‌das passagens aéreas aumentaram 29,1% em relação ao ano anterior, enquanto os das joias de ouro ⁠subiram 76,6%, de acordo com os dados do escritório de estatísticas.

O núcleo do índice de preços ao consumidor, que exclui os preços voláteis de alimentos e combustíveis, teve alta de 1,8% em fevereiro em relação ao ‌ano ⁠anterior, em comparação com ‌o aumento de 0,8% em janeiro.

Na comparação mensal, os preços ao consumidor avançaram 1%, contra 0,2% em janeiro e expectativa de 0,5%.

A economia tem sido assolada por anos de queda no mercado imobiliário e ⁠por incertezas no comércio externo, com as políticas protecionistas ⁠dos Estados Unidos apresentando novos desafios às autoridades.

Pequim prometeu continuar reprimindo a concorrência excessiva e garantir uma saída mais suave ‌da capacidade de produção ineficiente a fim de estabilizar os preços.

No entanto, o impulso deflacionário em toda a economia continua a exercer pressão sobre as margens do setor industrial, ao mesmo tempo em que sustenta as expectativas de quedas sustentadas de preços, o que representa um novo golpe na confiança.

Entretanto, ‌houve um pouco de alívio nos dados mais recentes. O índice de preços ao produtor registrou a menor queda anual desde julho de 2024, tendo caído 0,9% em fevereiro. No mês anterior ⁠ele registrou recuo de 1,4%, e a pesquisa da Reuters havia previsto uma queda de 1,2%.

Em um comunicado, o estatístico do escritório de estatísticas Dong Lijuan atribuiu a deflação mais branda ao produtor a ​fatores que incluem preços mais fortes nos setores avançados e emergentes, bem como a gestão da capacidade ​nos principais setores industriais.

Os preços ao produtor aumentaram 0,4% em fevereiro em relação a janeiro, impulsionados em parte pela alta dos preços do petróleo bruto em todo o mundo e pela demanda ligada ao crescimento da capacidade de computação, disse Dong.

Com informações da CNN.

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