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O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) emitiu uma nota oficial de condolências pelo falecimento de Oscar Schmidt, ídolo do basquete brasileiro e segundo maior pontuador da história do esporte no mundo. A entidade lamentou a morte e relembrou a grandeza da trajetória do ex-jogador.

Confira:

“O Comitê Olímpico do Brasil (COB) lamenta profundamente o falecimento de Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete e uma lenda do Movimento Olímpico do Brasil. Conhecido como ‘Mão Santa’, Oscar foi recordista brasileiro em participações olímpicas no basquete, disputou cinco edições consecutivas dos Jogos Olímpicos e se tornou o único atleta a ultrapassar a marca de 1.000 pontos na história da competição. Oscar deixa a esposa Maria Cristina Victorino, com quem é casado desde 1981, e dois filhos Felipe e Stephanie.

O esporte brasileiro, infelizmente, se despede de um grande nome, mas tenho certeza que sua história jamais será esquecida. Mais do que resultados e medalhas, Oscar representou valores que definem o espírito olímpico: dedicação, superação, respeito ao adversário. Em cada competição levou consigo não apenas o talento, mas também a inspiração para todos que acreditam no poder transformador do esporte e a bandeira brasileira no coração. Seu legado permanece vivo nas quadras e corações que tocou ao longo de sua trajetória. Que sua memória siga motivando novas gerações a sonhar alto e competir com honra. Sua história, eternizada no Hall da Fama do COB, seguirá presente em nossos corações. Descanse em paz, Mão Santa. Seu legado jamais será esquecido. O Olimpismo agradece”, lamentou Marco Antonio La Porta, presidente do COB.

O basquete brasileiro e mundial perde uma de suas maiores estrelas. Mais do que um atleta excepcional, eternizado no Hall da Fama da FIBA, da NBA e do Comitê Olímpico do Brasil, Oscar foi um amigo e um ser humano admirável. Desde as categorias de base, quando chegou ao Palmeiras aos 16 anos, dividimos as quadras por mais de 20 anos, como companheiros e adversários. Entre tantas conquistas, fica o título do Mundial de Clubes pelo EC Sírio, em 1979. Pela seleção brasileira foram muitos títulos e participações em Jogos Pan-Americanos, Jogos Olímpicos e Campeonatos Mundiais. Seu legado é extraordinário e eterno”, disse Marcelo Vido, atleta olímpico de basquete e ex-companheiro de Oscar na seleção.

Oscar teve sua trajetória celebrada como símbolo de excelência e inspiração para gerações. Ícone do esporte internacional, integra o Hall da Fama da FIBA e, de forma inédita, também o Hall da Fama da NBA, mesmo sem nunca ter atuado na liga. Reconhecido por sua genialidade e impacto global, foi eleito um dos 100 maiores jogadores de basquete de todos os tempos.

Em 2019, foi homenageado pelo COB com o Troféu Adhemar Ferreira da Silva, por sua dedicação incansável ao aperfeiçoamento dos fundamentos, a eficiência técnica e física e o espírito coletivo, durante o Prêmio Brasil Olímpico. No início de abril, a lenda do basquete brasileiro ingressou no Hall da Fama do COB, mas não pôde comparecer ao evento e foi representado por seu filho, Felipe Schmidt.

Neste momento de profunda tristeza, o Comitê Olímpico do Brasil expressa suas sinceras condolências aos familiares, amigos e admiradores de Oscar Schmidt”.

Com informações do Metrópoles.

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