Manaus deve ganhar, a partir de agosto, um novo centro estratégico de ciência e tecnologia com foco na Amazônia. O Instituto de Pesquisa do Exército na Amazônia (IPEAM) inicia suas atividades com estrutura voltada à formação de pesquisadores e ao desenvolvimento de soluções tecnológicas, especialmente na área de energia — considerada um dos eixos mais relevantes para a região.

O projeto, que saiu do papel após articulação do senador Eduardo Braga, já conta com investimentos iniciais e entra agora na fase final de implantação. A unidade funcionará na estrutura do SIPAM, onde estão sendo instalados laboratórios, biblioteca, salas administrativas e ambientes voltados ao ensino e à pesquisa.

Além da formação acadêmica, com oferta de programas de mestrado, doutorado e pós-doutorado em Manaus, o instituto também amplia seu escopo com a criação de uma nova linha de pesquisa voltada à área energética. A proposta inclui a implantação de um laboratório específico, ainda dependente de novos recursos e parcerias institucionais.

Durante visita técnica, representantes do Instituto Militar de Engenharia apresentaram os resultados da aplicação de cerca de R$ 5 milhões na estrutura inicial do projeto. A parceria permitirá, inclusive, a realização de aulas híbridas transmitidas diretamente do Rio de Janeiro.

O cronograma prevê a inauguração do IPEAM em julho, com início das atividades acadêmicas no mês seguinte. A expectativa é que a unidade atraia pesquisadores e estudantes de diferentes níveis, consolidando Manaus como referência em inovação voltada à realidade amazônica.

Outro eixo do projeto envolve impacto social. Está prevista a implementação de ações educacionais em municípios do interior, como Itacoatiara, com foco no reforço escolar e na capacitação de professores da rede pública.

A ampliação do número de vagas dependerá da oferta de bolsas de estudo, tema que deverá ser tratado em agendas em Brasília com ministérios ligados à ciência, tecnologia e defesa.

Para Eduardo Braga, o instituto representa um avanço estratégico para o desenvolvimento regional. Segundo ele, a aposta em conhecimento e inovação é fundamental para transformar o potencial da Amazônia em soluções concretas para o país.

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