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O ex-ministro do Turismo no governo Jair Bolsonaro (PL) Gilson Machado filiou-se ao Podemos nesta quinta-feira (12/2). Em janeiro, Machado anunciou a saída do PL, após o partido não aceitar lançá-lo como candidato ao Senado por Pernambuco.

Em evento na capital do estado, Recife, o ex-ministro fez críticas veladas ao PL. Disse que a sigla não engaja nas redes sociais a favor do pré-candidato à Presidência, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e que não tinha espaço na legenda.

“Quando eu vejo que não me cabe no local, eu prefiro sair do que arrumar confusão. Era o segundo maior partido, talvez o maior do Congresso, e não tem uma só prefeitura. Fui presidente da sigla em Recife, fiz várias ações com o Nikolas Ferreira e com o Eduardo Bolsonaro, trouxe o presidente Bolsonaro aqui para Recife, no partido jovem. E fui destituído pela mídia, não pela internet, pela mídia”, declarou Machado.

O ex-ministro afirmou ainda que só deixou o PL após receber aval da presidente do Podemos, deputada federal Renata Abreu (SP), e do diretório executivo da sigla no estado para apoiar a eleição de Flávio Bolsonaro.

“Eu não me acostumo com as coisas quando não andam. E um dos motivos de eu estar aqui é porque eu tive carta branca desse cara aqui para fazer o que eu quisesse, para alavancar a campanha de Flávio Bolsonaro aqui em Pernambuco. E da Renata também”, declarou Machado.

“Ministro sanfoneiro”

Sanfoneiro desde jovem, Gilson Machado teve uma banda de forró eletrônico, a Forró da Brucelose, onde atuou como vocalista e compositor.

Ao assumir cargos públicos, tornou-se conhecido como o “ministro sanfoneiro”, pela frequente presença do instrumento em aparições públicas. Em 2020, tocou a música “Ave Maria” em uma live promovida por Bolsonaro em homenagem às vítimas da Covid‑19.

Com informações de Metrópoles.

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