
Comissão de Transparência presidida pelo líder da bancada do Amazonas, Omar Aziz (PSD-AM) aprovou nesta terça-feira, 14, requerimento de informações para representantes da Petrobras e do governo federal sobre a venda de refinaria bem abaixo de valor de mercado para Mubadala Capital, fundo soberano de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.
A comissão quer investigar se a venda da estrutura por um preço abaixo do avaliado (R$ 1,65 bilhão) tem alguma ligação com o caso das joias que entraram ilegalmente no País como supostos presentes ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Segundo Omar, existem avaliações feitas por instituições independentes de praticamente o dobro do que a refinaria foi efetivamente vendida. Outro ponto, segundo ele, é que 14% do refino de petróleo no Brasil é feito por essa refinaria, e que, hoje, o produto é importado porque o país não tem condições de refinar.
O senador também voltou a afirmar que o Brasil deve investigar a procedência das joias e devolvê-las ao seu local de origem, tendo em vista os fortes indícios de que os itens são fruto de pagamento de propina.
Na reunião desta terça-feira ele disse que foram aprovados oficialmente pela CTFC requerimentos de informações ao presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, ao Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira de Oliveira, e ao Ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira.
Além da colaboração com informações sobre o processo de venda da refinaria, os requerimentos também solicitam informações detalhadas a respeito da agenda de viagens internacionais do ex-Ministro de Minas e Energia, Sr. Bento Albuquerque.
Na reunião, os parlamentares também elegeram o senador Otto Alencar (PSD-BA) para a vice-presidência da CTFC. Alencar aproveitou para denunciar indícios de subvalorização de outra refinaria privatizada durante o Governo Bolsonaro.







