Jamal Barnes/ Innocence Project/ reprodução

A Justiça do estado da Louisiana, nos Estados Unidos, anulou a condenação de Jimmie “Chris” Duncan, de 57 anos, que passou 27 anos no corredor da morte após ser considerado culpado pela morte da enteada de dois anos, ocorrida em 1993. A decisão foi tomada após a divulgação de um vídeo inédito que colocou em dúvida a principal prova utilizada durante o julgamento.

As imagens, reveladas em uma investigação da NBC News, mostram um dentista forense manipulando um molde da arcada dentária de Duncan sobre o corpo da criança durante o exame post-mortem, levantando questionamentos sobre a confiabilidade da perícia que embasou a acusação.

Novo vídeo enfraquece principal prova da acusação

Na época do caso, Duncan afirmou que a criança teria se afogado após ficar sozinha por alguns instantes durante o banho. Inicialmente investigado por homicídio culposo, ele passou a responder por homicídio em primeiro grau depois que a promotoria apontou supostas marcas de mordidas no corpo da vítima como evidência de agressão.

Com a divulgação do vídeo, a validade dessa prova passou a ser contestada, levando à revisão do processo. Duncan obteve liberdade provisória em novembro do ano passado, e a Suprema Corte da Louisiana confirmou a anulação da condenação no fim do mês passado.

A organização Innocence Project, que atuou na defesa do condenado, afirmou que a decisão representa um importante passo para reparar uma condenação considerada injusta, embora reconheça que ela não seja capaz de compensar as quase três décadas que Duncan passou preso aguardando execução.

Com informações de Metrópoles

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