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Conversas interceptadas pela Polícia Federal (PF) entre Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e seu cunhado, Fabiano Zettel, mencionam pagamentos de no mínimo R$ 20 milhões à Maridt, empresa da qual o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), confirmou ser sócio. As informações constam em um relatório da PF enviado ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, segundo o Portal UOL.

Os diálogos indicam que os repasses teriam sido feitos pelo fundo Arleen, que anos antes havia adquirido participação no resort Tayayá, no Paraná, empreendimento ligado à Maridt. A PF chamou a atenção para o fato de que um contrato prevendo novos pagamentos do Arleen à Maridt teria sido assinado em 2024, anos após a venda da fatia do empreendimento, ocorrida em 27 de setembro de 2021.

O relatório também aponta a existência de conversas entre Vorcaro e Toffoli, indicando encontros e contatos frequentes entre os dois. O documento foi encaminhado ao STF sem um pedido formal de suspeição do ministro, cabendo à Procuradoria-Geral da República (PGR) avaliar a necessidade de solicitar um eventual impedimento.

Posicionamento de Dias Toffoli

Em nota oficial divulgada nesta quinta-feira (12/2), Dias Toffoli confirmou sua participação no quadro societário da Maridt, uma empresa familiar constituída como sociedade anônima de capital fechado. O ministro negou veementemente ter recebido quaisquer valores de Daniel Vorcaro ou de Fabiano Zettel, afirmando que todas as operações foram devidamente declaradas à Receita Federal.

Toffoli informou que a Maridt deixou de fazer parte do grupo Tayayá Ribeirão Claro em fevereiro de 2025, após duas operações sucessivas de venda de participação. Ele também declarou desconhecer o gestor do fundo Arleen e negou qualquer relação de amizade com Daniel Vorcaro.

Contexto da Investigação e Conflito de Interesses

O caso surge em meio à pressão para que Toffoli deixe a relatoria de uma ação no STF relacionada à compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB), negócio rejeitado pelo Banco Central em setembro do ano passado. O ministro argumenta que o processo foi distribuído a ele apenas em novembro de 2025, quando a Maridt já não possuía mais ligação com o resort.

A Polícia Federal está investigando o Banco Master por um suposto esquema de fraudes envolvendo irregularidades em Certificados de Depósito Bancário (CDBs), que teriam movimentado aproximadamente R$ 12 bilhões. Daniel Vorcaro, proprietário do banco, foi preso em uma operação da PF.

Com informações de Metrópoles

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