
Durante a Tribuna Popular realizada na Câmara Municipal de Manaus (CMM), em celebração ao aniversário da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), o vereador Coronel Rosses (PL) levantou um alerta sobre os possíveis impactos de mudanças na jornada de trabalho para a competitividade do Polo Industrial de Manaus.
A tribuna foi proposta pelo vereador Rosivaldo Cordovil (PSDB) e reuniu autoridades e representantes do setor produtivo para discutir ações e desafios da autarquia responsável pela administração do modelo Zona Franca.
Durante sua participação, Rosses questionou quais seriam os efeitos econômicos, sociais e produtivos para a Zona Franca caso o governo federal avance na proposta de alteração da escala de trabalho conhecida como 6×1, tema que vem sendo discutido em nível nacional.
O parlamentar destacou que decisões desse tipo precisam considerar as particularidades do modelo econômico da Zona Franca, responsável por milhares de empregos diretos e indiretos no Amazonas.
Rosses também lembrou que a atração de investimentos para o Polo Industrial depende diretamente da competitividade das empresas instaladas na região.
“Já tive a oportunidade de levar investidores estrangeiros para Manaus para que pudessem firmar aqui suas empresas e suas fábricas. Sempre fomos muito bem recebidos na Suframa. O nosso objetivo é trazer benefícios e melhorias para a Zona Franca de Manaus”, afirmou.
Segundo o vereador, mudanças feitas sem estudos aprofundados podem afetar diretamente a cadeia produtiva do Polo Industrial.
“O que a gente quer entender é qual seria o impacto econômico, social e produtivo para a Zona Franca de Manaus caso o governo federal consiga aprovar essa mudança na escala 6×1”, questionou.
Rosses também demonstrou preocupação com a possibilidade de decisões serem tomadas sem análise técnica adequada.
“Trocar isso a toque de caixa pode gerar prejuízos muito grandes para a cadeia produtiva da Zona Franca. Talvez a gente não consiga manter a competitividade que temos hoje”, disse.
Ao responder ao questionamento, o superintendente da Suframa, Bosco Saraiva, informou que a autarquia já iniciou um estudo técnico para avaliar os possíveis impactos da proposta no Polo Industrial de Manaus.
Segundo ele, um grupo de trabalho formado dentro da Suframa está conduzindo a análise.
“Nós estamos fazendo um estudo. Um economista está presidindo um grupo de trabalho na Suframa que está analisando o impacto da escala 6×1 no Polo Industrial de Manaus. O estudo ainda não está concluído e, por isso, ainda não estamos anunciando resultados. Neste momento, o levantamento segue em andamento”, explicou.
O debate ocorre em meio a discussões nacionais sobre possíveis mudanças nas jornadas de trabalho e seus efeitos sobre a economia e o mercado de trabalho.
Para representantes políticos e do setor produtivo, qualquer alteração precisa considerar os impactos sobre modelos industriais regionais como o da Zona Franca de Manaus, responsável por grande parte da geração de empregos e da atividade econômica do Amazonas.







