Daiane Alves acionou a Justiça por danos morais contra Maicon Douglas, filho do síndico que a matou, em abril de 2025

A corretora Daiane Alves Souza, assassinada em Caldas Novas (GO), havia processado Maicon Douglas de Oliveira, filho do síndico Cléber Rosa de Oliveira, meses antes de morrer. Em 30 de abril do ano passado, ela ingressou com uma ação por danos morais contra Maicon, que foi preso nessa quarta-feira (28/1), suspeito de ajudar o pai no homicídio. A polícia investiga o envolvimento dele no caso.

O processo tramita no 2º Juizado Especial Cível de Caldas Novas. Na ação, Daiane pediu indenização de R$ 30.360 e afirmou que passou a sofrer ofensas atribuídas a Maicon em redes sociais, que teriam atingido sua honra e imagem.

Segundo a petição, “a promovente alega que tem sofrido ofensas do promovido, realizadas por suas redes sociais”. Ao processo, foram anexados vídeos e prints de mensagens de WhatsApp como provas das supostas agressões virtuais.

Com informações do Metrópoles, o Ministério Público de Goiás (MPGO) afirmou que durante a audiência ficou demonstrado que os mandados de prisão e de busca e apreensão foram cumpridos dentro da legalidade, “sendo que nenhum dos investigados relatou qualquer tipo de abuso, ilegalidade ou coação por parte dos agentes públicos que participaram da operação”. Com isso, a prisão foi homologada e os custodiados seguem presos.

Síndico confessou assassinato

O pai de Maicon, o síndico Cléber Rosa de Oliveira, de 49 anos, foi preso na madrugada dessa quarta-feira (28/1), investigado por homicídio. Ele confessou à Polícia Civil o assassinato de Daiane. Maicon Douglas de Oliveira, também foi preso, suspeito de participação no crime. Ao chegar à delegacia, Cléber afirmou que o filho “não fez nada”.

Foi o próprio síndico quem levou os policiais até uma área de mata, onde o corpo da corretora havia sido deixado. No local, os agentes encontraram o corpo em estágio avançado de decomposição.

Em depoimento, Cléber afirmou que matou Daiane após uma discussão acalorada no subsolo do prédio, no dia 17 de dezembro de 2025, data em que a corretora foi vista pela última vez. Ele disse que agiu sozinho e que, após o crime, colocou o corpo na carroceria de sua picape e deixou o condomínio.

A versão apresentada agora contradiz o primeiro depoimento do síndico. Inicialmente, ele havia dito que não saiu do prédio naquela noite. No entanto, imagens de câmeras de segurança analisadas pela polícia mostram Cléber deixando o condomínio por volta das 20h do dia do desaparecimento, dirigindo a picape.

Desaparecimento de corretora

Daiane desapareceu após descer ao subsolo do edifício para verificar uma queda de energia em seu apartamento. Câmeras registraram a corretora entrando no elevador e conversando com o porteiro sobre o problema. Em seguida, há um intervalo de cerca de dois minutos nas gravações, justamente quando ela retorna ao subsolo. Não há imagens que mostrem a vítima saindo do prédio ou voltando para casa.

Outro ponto considerado relevante pela investigação é que Daiane costumava filmar seus deslocamentos com o celular e enviar os vídeos a uma amiga. Um desses registros, feito no subsolo, nunca foi entregue.

No dia do desaparecimento, a corretora vestia roupas simples, deixou a porta do apartamento destrancada e não levou pertences pessoais. Ela tinha viagem marcada para Uberlândia (MG) no período do Natal, mas não embarcou nem manteve contato com familiares após aquela manhã.

O caso passou a ser tratado como homicídio após semanas sem qualquer sinal de vida. As prisões ocorreram depois de oitivas, análises técnicas e cruzamento de dados realizados por uma força-tarefa da Polícia Civil.

Com informações de Metrópoles.

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