
A CPMI do INSS está convicta de que Daniel Vorcaro honrará o acordo e comparecerá presencialmente ao Senado no próximo dia 26. O colegiado construiu um acordo para dar mais tempo ao banqueiro a pedido da defesa.
Segundo relatos, Vorcaro quer falar aos parlamentares e dar sua versão dos fatos apurados em operação da Polícia Federal. O pedido para que ele viesse à Brasília partiu do presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG).
Inicialmente, a defesa falava em uma participação por videochamada, mas o senador teria mencionado a possibilidade de uma condução coercitiva.
Advogados teriam relatado um quadro de depressão do banqueiro para justificar o pedido de adiamento da convocação, prevista inicialmente para esta quinta-feira (05).
A CPMI espera ter permissão de acesso aos dados do sigilo de Vorcaro em três semanas. O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), tinha determinado a restrição de acesso, deixando a custódia do material com a presidência do Senado.
Segundo apuração do analista Teo Cury, o ministro sinalizou um recuo na decisão e deve liberar o material extraído do celular de Vorcaro.
O objetivo da CPMI é ter acesso permanente aos dados até a finalização do relatório de investigação do colegiado, previsto inicialmente para a última semana de março. A CPMI ainda tenta prorrogar os trabalhos por pelo menos 60 dias.
A CPMI investiga empréstimos consignados concedidos pelo Banco Master a aposentados e pensionistas. Uma das principais perguntas sobre o caso é entender como o banco de Vorcaro teve acesso ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
Foram concedidos mais de 250 mil empréstimos com indícios de irregularidades. O INSS bloqueou em janeiro os repasses ao Master, após inúmeras reclamações de beneficiários.
Em uma reunião no último dia 23 com o liquidante do Master, o INSS cobrou a comprovação de regularidade deses contratos conforme os critérios exigidos, que apontam a necessidade de comprovação das assinaturas dos beneficiários e das taxas de juros aplicadas.
Uma avaliação técnica do órgão aponta que os documentos não apresentavam de forma adequada nem a taxa de juros dos empréstimos, muito menos o custo efetivo total das operações.
Com informações de CNN Brasil.







