Moradores do Conjunto Canaranas II, Zona Norte de Manaus, ameaçados por uma cratera que aumenta a cada chuva, continuam na expectativa de saber quais as providências a serem adotadas pelo poder público antes que mais uma tragédia anunciada ocorra diante dos olhos de todos.

Desde dezembro de 2023, o fenômeno da erosão na localidade tem sido denunciado por moradores e nem por isso evitou tragédias. Em março deste ano, a líder comunitária Sammya Costa Maciel, 45 anos, morreu e outras cinco pessoas ficaram feridas após um deslizamento de terra no mesmo local.

Com a forte chuva de novembro, a cratera já existente na rua Ladário cedeu novamente e colocou em risco diversas residências. Devido o perigo iminente, cinco casas foram interditadas pela Defesa Civil Municipal

Hoje, decorridos dois meses, os moradores da área afetada, além do medo, sequer vislumbram a possiblidade do aceno do poder público ao problema vivido.

Em vido gravado nesta terça-feira, 13, Ernandes Verissimo, morador da Ladário, mostra a situação das cinco casas semidestruídas pela erosão à beira de profunda cratera.

“A minha casa desabou. O lugar que era o nosso abrigo, nossa segurança, simplesmente não existe mais. Desde esse dia, eu e minha família estamos desamparados, sem casa, sem respostas e, infelizmente, sem apoio do estado”, comenta.

Segundo ele, desde o temporal do dia 13 de novembro saiu em peregrinação em busca de ajuda e até mesmo de informação junto às autoridades constituídas do estado.

Conforme relatou, o silêncio tem sido a única resposta até então obtida.

“Não estamos pedindo luxo, nem privilégio. Estamos pedindo o básico: socorro, acolhimento e uma solução”.

Para lembrar

A forte chuva de novembro passado mobilizou uma equipe da Defesa Civil a prestar ajuda às famílias sob risco iminente de desabamento.

À época, a Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social (Semseg), informou que a Defesa Civil Municipal atua no local em atendimento às famílias afetadas por um deslizamento de terra e que o local seria isolado por medidas de segurança.

A prefeitura orientou, ainda, que efetuariam a retirada preventiva das famílias em situação de risco e que, como parte da assistência emergencial, o auxílio-aluguel já foi disponibilizado para garantir moradia temporária às famílias atingidas.

Devido ao risco, moradores tiveram que quebrar o muro de trás de uma residência para conseguirem sair. Comunitários estão mobilizados para ajudar as pessoas que vivem na área de risco a deixar o local.

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