Divulgação/SSP-SP

A Polícia Civil do Estado de São Paulo (PCESP) afirmou, neste domingo (3/5), que as duas crianças vítimas de um estupro coletivo, na zona leste de São Paulo, conheciam os abusadores e foram atraídas por eles para “soltar pipa”. Até o momento quatro adolescentes e um adulto foram detidos pelo crime.

Segundo a delegada à frente do caso, Janaina da Silva Dziadowczyk, os abusadores e as vítimas eram vizinhos e tinham convivência.

“As crianças tinha confiança neles. [Os suspeitos] chamaram para soltar pipa. [As crianças] foram atraídas para um imóvel, porque eles passaram e falaram ‘vamos soltar pipa, aqui tem uma linha’ e foi a forma que eles foram atraídos para dentro daquele imóvel”.

Além disso, a equipe de investigação afirmou que a iniciativa de começar a gravar o crime foi do adulto presente no local. Primeiro, o suspeito gravou os abusos do próprio celular e depois pediu para que um adolescente continuasse a gravação.

Prisões e negociação com o foragido

  • Até o momento, quatro adolescentes e um adulto foram identificados e detidos pelo crime. Um menor de idade segue foragido.
  • Segundo o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, equipes da polícia estão negociando com a família do adolescente foragido para que ele se entregue. A delegada Janaina Dziadowczyk também afirmou que acredita que o investigado vai se entregar após a negociação com as autoridades. “A melhor coisa a fazer nesse momento”.
  • Dos três menores apreendidos, dois foram levados pelos pais, nessa quinta-feira (30/4), à sede do 63° Distrito Policial (DP), Vila Jacuí, responsável pela investigação. Outro adolescente foi apreendido em Jundiaí, interior de São Paulo.
  • O único maior de idade envolvido no estupro coletivo foi preso na Bahia. De acordo com a investigação do caso, ele deve ser levado para São Paulo nesta segunda-feira (4/5).
  • Segundo a polícia, todos os envolvidos detidos confessaram o crime.

Próximos passos da investigação

Após a detenção dos cinco envolvidos no estupro coletivo das duas crianças, a polícia busca identificar quem foram as pessoas que compartilharam as imagens dos abusos nas redes sociais.

Segundo a investigação, o adulto preso pelo crime filmou o estupro e enviou para conhecidos pelo aplicativo de mensagem WhatsApp. A partir desse envio, as gravações foram divulgadas nas redes sociais. As autoridades afirmaram que aqueles que compartilharam os vídeos também podem ser indiciados e pediu para que as pessoas que estão divulgando os vídeos, mesmo que na boa intenção de expor a revolta sobre o crime, parem de expor as crianças.

Além disso, a equipe policial investiga a possibilidade de moradores da comunidade onde as crianças vivem terem feito ameaças, evitando que a família registrasse boletim de ocorrência. Segundo os delegados do caso, algumas pessoas queriam que o assunto fosse “resolvido” dentro do próprio bairro, sem envolvimento da polícia. Com Metrópoles.

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