
Cuba alertou as companhias aéreas internacionais de que o combustível de aviação deixará de estar disponível na ilha a partir de terça-feira (10), enquanto os Estados Unidos avançam para cortar o fornecimento de petróleo ao país comunista.
A escassez deverá durar de 10 de fevereiro a 11 de março, de acordo com um Aviso à Aviação (NOTAM) publicado no final do domingo (8), e ocorre dois dias depois de autoridades terem afirmado que o tráfego aéreo não seria afetado pelo plano de racionamento de combustível anunciado na sexta-feira (6).
Historicamente, Cuba depende da Venezuela para o fornecimento de grande parte do combustível de aviação, mas a ilha caribenha não recebe petróleo bruto ou derivados do principal aliado desde meados de dezembro, quando os EUA bloquearam as exportações do país sul-americano.
Desde então, o presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu que Cuba não receberá mais petróleo da Venezuela e ameaçou impor tarifas a qualquer país que envie combustível para Cuba, cortando efetivamente o fornecimento de combustível de aviação à ilha.
Essas dificuldades não são novidade para Cuba e muitas companhias aéreas já têm planos para lidar com elas.
Uma crise semelhante no ano passado, assim como outras recentes, levou muitas companhias aéreas a reabastecerem em países terceiros próximos, incluindo Panamá, Bahamas, República Dominicana e Estados Unidos.
A maioria dos voos para Havana chegou no horário previsto na manhã desta segunda-feira (9).
Nenhuma das principais companhias aéreas que operam voos para Cuba se pronunciou sobre a situação até o momento.
Com informações da CNN.







