
Cuba divulgou, nesta terça-feira (6/1), a identidade de 32 militares cubanos que faziam parte do aparato de segurança do governo venezuelano e que morreram durante o ataque conduzido pelos Estados Unidos em Caracas, no sábado (3/1). A operação resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.
Em um comunicado oficial, o Ministério das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba classificou as mortes como resultado de “um novo ato criminoso de agressão e terrorismo de Estado” cometido contra a Venezuela, afirmando que os agentes morreram “em combates e após forte resistência”.
A lista de falecidos inclui dois coronéis, um tenente-coronel, quatro majores, além de capitães, tenentes, sargentos e soldados, com idades que variam entre 26 e 67 anos. Os nomes foram organizados em dois grupos: combatentes vinculados ao Ministério do Interior e integrantes das Forças Armadas Revolucionárias. Entre os mortos de maior patente estão os coronéis Humberto Alfonso Roca Sánchez (67 anos) e Lázaro Evangelio Rodríguez Rodríguez (62 anos). A presença de oficiais de alta patente e militares da reserva, segundo fontes diplomáticas, indica a extensão da atuação cubana em estruturas consideradas sensíveis do Estado venezuelano.
O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, utilizou as redes sociais para expressar que os agentes “tombaram heroicamente confrontando a agressão criminosa e o terrorismo de Estado do governo dos EUA contra a Venezuela”. Ele acrescentou que “Eles derramaram seu sangue cumprindo seu dever como revolucionários e internacionalistas”.
Em resposta ao ocorrido, o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, decretou dois dias de luto oficial, em 5 e 6 de janeiro. Durante este período, as bandeiras permanecerão a meio mastro, e a maioria dos eventos públicos será suspensa. Díaz-Canel reforçou que os militares “cumpriam missões em nome das Forças Armadas Revolucionárias e do Ministério do Interior, a pedido de seus homólogos venezuelanos”, e que a morte ocorreu “após forte resistência, em combate direto contra os atacantes ou em consequência do bombardeio das instalações” durante a operação que culminou na detenção de Maduro.
Com informações de Metrópoles







