
O ex-atacante francês Youri Djorkaeff fez duras críticas ao desempenho da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026. Campeão mundial em 1998 e da Eurocopa em 2000 com a França, o ex-jogador afirmou que a eliminação do Brasil nas oitavas de final evidencia a perda de qualidade técnica do futebol atual e disse que assistir à equipe brasileira “dá vontade de vomitar”.
As declarações foram dadas durante a participação no programa After Foot , da rádio francesa RMC. Ao analisar o nível técnico apresentado pelas seleções no Mundial, Djorkaeff lamentou a ausência de jogadores capazes de decidir partidas pela habilidade individual e específica do Brasil como o principal exemplo dessa queda de rendimento.
Segundo o ex-atacante, a Seleção perdeu uma identidade que historicamente se tornou referência no futebol mundial. Para ele, faltam atletas com criatividade e capacidade de desequilibrar as partidas, algo que, em sua visão, sempre foi uma das principais marcas do futebol brasileiro.
“Você viu Brasil x Noruega? Dá vontade de vomitar a seleção brasileira. É o Neymar, aos 34 anos, que praticamente não joga há anos, quem ainda consegue criar alguma coisa no fim. Mas onde estão os brasileiros técnicos talentosos? Não vão me vender o Paquetá nem ninguém. É um absurdo”, afirmou.
Djorkaeff também criticou a atuação defensiva do Brasil no segundo gol da Noruega, marcada por Erling Haaland . Na avaliação do francês, os defensores deram liberdade excessiva para o atacante vencer a bola e finalizar, algo que, segundo ele, provavelmente aconteceria em outras épocas.
“O Haaland recebeu a bola com muito tempo e espaço para dominar e concluir a jogada. Antigamente, os zagueiros estariam instruídos muito antes”, comentou.
O ex-jogador ainda comparou uma oportunidade desperdiçada por Endrick ao estilo de Ronaldo Fenômeno . Para Djorkaeff, o jovem atacante brasileiro poderia ter demonstrado mais frieza diante do goleiro.
“Endrick apenas empurrou a bola quando estava completamente livre. Se fosse o Ronaldo, teria driblado o goleiro antes de marcar”, disse.
Ao fazer um balanço da Copa do Mundo de 2026, Djorkaeff afirmou que o torneio tem sido marcado pelo protagonismo de atacantes e goleiros, enquanto meio-campistas e defensores apresentam atuações abaixo do esperado.
“Esta Copa é a Copa das estrelas do ataque e dos goleiros. Não vamos nos lembrar de nenhum meio-campista ou zagueiro”, concluiu.
As declarações repercutiram nas redes sociais e reacenderam o debate sobre o momento vívido pela Seleção Brasileira, que foi eliminado precocemente da Copa do Mundo e encerrou o torneio sob forte pressão por mudanças após mais uma campanha abaixo das expectativas.







