
O prefeito de Manaus, David Almeida, deve anunciar oficialmente na próxima segunda-feira (23) que deixará o cargo no fim de março para disputar o Governo do Amazonas. A informação circula forte nos bastidores e aponta que o comunicado será feito durante um evento reservado a filiados do Avante e partidos aliados, quando também deve ocorrer o lançamento da sua pré-candidatura.
Chamou atenção o formato do convite enviado a correligionários: sem horário e sem local definidos, apenas com a orientação de que todos deveriam estar disponíveis na data marcada. O movimento indica que a estratégia é manter o máximo de controle sobre o anúncio. Inicialmente, David contaria com o apoio do Avante, PDT e Agir. O senador Eduardo Braga, mas não tem presença confirmada.
Marcos Rotta pode deixar o Senado e virar vice
Outro nome que ganhou força nos últimos dias foi o do secretário-chefe da Casa Civil, Marcos Rotta. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele afirmou estar “pronto para novos desafios”, acendendo o alerta no meio político.
Fontes indicam que Rotta pode abandonar o projeto de disputar o Senado e assumir a vaga de vice na chapa de David Almeida. Caso se confirme, a mudança redesenha completamente o cenário majoritário e reforça o núcleo político da atual gestão municipal na corrida pelo Governo do Estado.
Salazar ameaça ruptura e pode levar grupo do PL
O vereador Sargento Salazar foi categórico em conversa com aliados: se o PL no Amazonas fechar uma aliança com o União Brasil do governador Wilson Lima para tentar eleger Tadeu de Souza, ele deixa imediatamente o partido e se filia ao Novo.
A informação mais sensível é que Salazar não sairia sozinho. A tendência é que pré-candidatos ligados ao bolsonarismo acompanhem o movimento, o que teria impacto direto no tamanho e na identidade do PL no estado. Nos bastidores, a leitura é clara: se essa migração ocorrer, o partido perde musculatura eleitoral e protagonismo no campo da direita amazonense.
Operação expõe infiltração do crime no poder público
A sexta-feira (20) foi marcada por tensão nos bastidores políticos com a deflagração da Operação Erga Omnes, da Polícia Civil. A investigação apura a entrada do crime organizado em diferentes esferas do poder público e resultou na prisão de ex-assessores parlamentares, além de servidores do Judiciário e do Executivo municipal.
De acordo com o delegado Marcelo Martins, relatórios do Coaf apontaram movimentações financeiras expressivas envolvendo servidores suspeitos de colaborar com organizações criminosas, seja oferecendo suporte administrativo, seja repassando informações sigilosas. O caso acendeu o alerta máximo em gabinetes e repartições.
Tadeu se posiciona enquanto aguarda decisão de Wilson
Enquanto o governador Wilson Lima avalia disputar o Senado, o vice-governador Tadeu de Souza segue ocupando espaço político. Em postagem recente, destacou mais de 5,8 mil pessoas beneficiadas por mutirões oftalmológicos e reforçou o discurso social da gestão.
Caso Wilson confirme a candidatura, Tadeu assume o Governo em abril, passando de coadjuvante a protagonista no cenário estadual — fator que já movimenta articulações silenciosas entre partidos e lideranças.
Maria Eunice entra no debate social
Pré-candidata a deputada federal pelo Avante, a juíza aposentada Maria Eunice Nascimento trouxe para o centro do debate temas como educação, emprego e desigualdade social. Em entrevista, defendeu união política para elevar índices de aprendizagem e facilitar a abertura de empresas.
Para ela, sem educação e formação profissional não há igualdade possível — discurso que dialoga diretamente com o eleitorado urbano e periférico e mostra que sua pré-campanha tende a ter forte viés social.
TCE julga mais de 120 processos
O Tribunal de Contas do Amazonas realiza na segunda-feira (23) uma sessão com 124 processos na pauta, entre representações, recursos e prestações de contas. A movimentação promete atingir gestores de diferentes períodos e municípios, mantendo o clima de apreensão em várias administrações.
Logística da Amazônia em colapso
O empresário Irani Bertolini, presidente da Fetramaz e idealizador da TranspoAmazônia 2026, voltou a denunciar o colapso da segurança no transporte de cargas na região. Segundo ele, hoje motoristas não podem sequer parar sem autorização das seguradoras, realidade impensável décadas atrás.
O alerta é claro: sem infraestrutura e segurança, a Amazônia seguirá pagando caro para produzir e escoar sua riqueza.







