
A defesa do cantor Alexandre Pires negou qualquer envolvimento do artista nas irregularidades investigadas pela Polícia Federal na Operação Disco de Ouro e afirmou que sua relação com o empresário Matheus Possebon se restringia à intermediação da venda de shows. O posicionamento foi divulgado após o cantor ser alvo de mandado de busca e apreensão na segunda fase da operação.
Em nota encaminhada ao Metrópoles, a equipe jurídica procurou separar a atuação profissional do artista das condutas que, segundo a defesa, são atribuídas ao empresário fora da atividade de comercialização das apresentações de Alexandre Pires.
“A defesa do cantor Alexandre Pires vem a público esclarecer que a relação profissional mantida com o empresário Matheus Possebon esteve restrita à intermediação da venda de shows do artista à época. Não houve qualquer outra relação jurídica ou comercial entre Alexandre Pires e Matheus Possebon além daquela diretamente ligada à atividade artística do cantor”, afirma a nota.
Defesa diz que fatos investigados dizem respeito ao empresário
O ponto central da manifestação é a alegação de que eventuais condutas investigadas pela Polícia Federal fora da comercialização dos shows não teriam relação com Alexandre Pires.
“Eventuais fatos investigados pela Polícia Federal que estejam fora desse contexto dizem respeito exclusivamente a atos atribuídos ao citado empresário, praticados fora de sua atuação como intermediador na venda de shows de Alexandre Pires”, acrescentou a defesa.
Os advogados afirmaram ainda que o cantor “segue com tranquilidade sua vida pessoal e profissional, confiante no esclarecimento dos fatos e certo de que a verdade será devidamente demonstrada”.
A manifestação ocorre depois de Alexandre Pires e Matheus Possebon serem novamente alcançados por medidas judiciais no âmbito da Operação Disco de Ouro.
Investigação apura movimentação de mais de US$ 48 milhões
Na segunda fase da operação, a Polícia Federal investiga uma organização suspeita de envolvimento em lavagem de dinheiro e falsidade ideológica relacionadas à comercialização e exportação ilegal de minérios.
Segundo as informações da investigação, o grupo teria movimentado e ocultado mais de US$ 48 milhões, aproximadamente R$ 246 milhões. A suspeita é de utilização de empresas brasileiras e estrangeiras, contas bancárias de terceiros, operações financeiras internacionais e do mercado informal de câmbio por meio do chamado dólar-cabo.
A Justiça Federal autorizou nesta nova etapa o cumprimento de 12 mandados de busca e apreensão e 17 ordens de sequestro de bens e valores dos investigados.
Alexandre Pires já havia sido alvo em 2023
Alexandre Pires e Matheus Possebon também haviam sido alvos da primeira fase da Operação Disco de Ouro, deflagrada em dezembro de 2023.
Naquela etapa, as investigações estavam concentradas em um suposto esquema estimado em cerca de R$ 250 milhões, relacionado à exploração e comercialização ilegal de cassiterita extraída da Terra Indígena Yanomami, em Roraima.
Com a nova manifestação, a defesa de Alexandre Pires sustenta que a relação do cantor com Possebon estava limitada à atividade artística e busca afastar o músico das demais condutas investigadas pela Polícia Federal.







