Divulgação/Secretaria de Segurança Pública

A Polícia Militar (PM) e o Ministério Público de São Paulo (MPSP) realizaram uma megaoperação nesta quinta-feira (29/1) para desarticular a atuação de células do PCC e do Comando Vermelho no interior do estado. Segundo as autoridades, a disputa entre as facções está relacionada a “crimes ultraviolentos” na região.

Ao todo, foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão em municípios da região de Piracicaba. O objetivo é localizar armas, drogas e documentos que podem auxiliar na investigação. Ao menos três suspeitos foram presos.

Disputa sangrenta entre PCC e CV motivou megaoperação em SP. Entenda - imagem 2

Armas e dinheiro em espécie apreendidos em megaoperacão

Entre os alvos, estão indivíduos apontados como lideranças regionais — conhecidos dentro da estrutura das facções como “jet” — e criminosos de alta periculosidade foragidos do sistema prisional.

Conforme investigação, o conflito entre as facções criminosas escalou significativamente após o Comando Vermelho tentar ocupar pontos de venda de drogas dominados pelo PCC. A disputa, segundo o MPSP, iniciou um “estado de guerra urbana na região”.

O monitoramento policial listou uma série de crimes violentos desde 2022, incluindo execuções com o uso de fuzil, assassinatos de lideranças, carbonização de corpos e uma chacina em retaliação a mortes anteriores.

Megaoperação

  • Os mandados foram cumpridos nas cidades de Piracicaba, Rio Claro, Limeira, Santa Bárbara D’Oeste, Americana, Leme, Engenheiro Coelho e Hortolândia.
  • Em entrevista coletiva, o coronel da PM Cleotheos Sabino afirmou que todos os três presos são integrantes de facções criminosas e têm passagens por crimes como roubo, tráfico, porte de arma e lesão corporal.
  • A operação, chamada de Keravnos, envolve policiais do 10º, 19º, 36º e 37º Batalhões de Polícia Militar do Interior, além do 10º Baep. Ao todo, foram mobilizados 216 policiais militares, com apoio de 58 viaturas.
  • O nome da operação faz referência ao raio de Zeus.

Com a operação, o MPSP e a PM também esperam interromper o fluxo de ordens de execução, conhecidas como “salves”, enviadas pelas facções. A Justiça autorizou a quebra do sigilo de dados telemáticos dos aparelhos apreendidos.

Os itens serão analisados pelo Centro de Apoio à Execução (CAEx) do MPSP para auxiliar futuras denúncias criminais e a responsabilização definitiva dos envolvidos.

Com informações de Metrópoles.

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