
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quinta-feira (22/1), durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, a carta que formaliza o “Conselho da Paz” — uma iniciativa criada para atuar nos conflitos na Faixa de Gaza.
Em seu discurso, Trump fez críticas à Organização das Nações Unidas (ONU), mas sinalizou abertura para o diálogo. “Nunca nem falei com a ONU. Eles tinham um potencial tremendo”, disse, acrescentando que o novo conselho conversará “com muitos outros, incluindo a ONU”.
O líder norte-americano destacou os avanços de sua gestão, afirmando que “quando a América vai bem, o mundo inteiro vai bem”. Ele citou a redução do déficit comercial em 77% em um ano e a concretização de acordos comerciais com diversas nações. Para Trump, o cenário global apresentou melhorias no último ano, com o mundo “mais seguro, rico e pacífico” do que há um ano.
O Conselho da Paz e Suas Propostas
O “Conselho da Paz” prevê a criação de um órgão internacional responsável por coordenar financiamento, segurança e articulação política em Gaza durante um período de transição após o cessar-fogo entre Israel e o Hamas. A iniciativa foi apresentada por Trump após os Estados Unidos mediarem a trégua no conflito no ano passado e atuaria em conjunto com uma administração tecnocrata palestina.
A Casa Branca informou que 25 países já aceitaram o convite para fazer parte do conselho, entre eles:
- Israel
- Argentina
- Arábia Saudita
- Emirados Árabes Unidos
- Bahrein
- Jordânia
- Catar
- Egito
- Turquia
- Hungria
- Marrocos
- Paquistão
- Indonésia
- Kosovo
- Uzbequistão
- Cazaquistão
- Paraguai
- Vietnã
- Armênia
- Azerbaijão
- Belarus
Segundo os termos divulgados por Washington, os países podem participar gratuitamente por três anos. No entanto, uma contribuição de US$ 1 bilhão seria exigida para obter uma vaga permanente no conselho, valor equivalente ao montante que teria sido oferecido por Putin em um contexto anterior.
O documento assinado formaliza que o foco inicial do “Conselho da Paz” será a mediação de conflitos no Oriente Médio, especialmente na Faixa de Gaza, com a possibilidade de expansão para outras regiões do mundo.
Com informações de Metrópoles







