Foto colorida de Edinho Silva, presidente nacional do PT - Metrópoles - Foto: Foto: KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, posicionou-se contra o que ele chamou de “oportunismo autoritário” nos ataques direcionados ao Supremo Tribunal Federal (STF). Em declaração ao Metrópoles neste domingo (15/2), Silva afirmou que a legenda não endossará críticas ou ataques indiscriminados às instituições brasileiras ou aos ministros da Suprema Corte, embora reconheça a necessidade de reformas.

A fala de Edinho Silva ocorre em um contexto de crescente pressão sobre o STF, especialmente após o ministro Dias Toffoli entrar no radar de pedidos de impeachment no Senado Federal. Isso se deu depois que revelações de um possível envolvimento pessoal do magistrado com o Banco Master, instituição investigada pela Corte e que estava sob sua relatoria, vieram à tona.

“O PT não vai fazer coro com nenhum oportunismo autoritário”, declarou Edinho, enfatizando a postura do partido. Sobre o caso do Banco Master, ele afirmou: “O PT se posicionou favoravelmente às investigações envolvendo o Banco Master. Todas as denúncias precisam ser investigadas, para o bem das instituições e da credibilidade do sistema financeiro brasileiro. Mas não podemos ser favoráveis ao pré-julgamento e ao linchamento público de ninguém.”

O dirigente petista traçou um paralelo com a prática observada durante a Operação Lava Jato, que, segundo ele, “enfraqueceu a democracia”. Edinho Silva defendeu que os ministros do STF têm direito aos princípios do contraditório e da ampla defesa, ressaltando que “o contrário disso tem nome: é regime de exceção, autoritarismo”. Ele acrescentou que “esse ataque aos ministros do STF, sem o direito de defesa, enfraquece o Judiciário, alimenta o sentimento antissistema e pavimenta o caminho para o autoritarismo.”

Na mesma declaração, o presidente do PT defendeu a necessidade de uma “profunda reforma nas instituições brasileiras” e a importância de “aproximar o Estado da sociedade civil”. Ele frisou a urgência de uma reforma no Poder Judiciário para atender à “cobrança com muita força o fim de qualquer privilégio”. No entanto, Edinho Silva alertou que essa necessidade de mudança não deve ser confundida com movimentos que buscam enfraquecer as instituições democráticas, chamando-os de “movimento fascista, organizado”.

Com informações de Metrópoles

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