METRÓPOLES – O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) acordou com o espírito combativo neste feriado de Tiradentes e está tirando o dia para atacar inimigos políticos da direita à esquerda.

Para atacar o ditador venezuelano Nicolás Maduro e a política externa do ex-presidente Lula, por exemplo, o filho do presidente Jair Bolsonaro resgatou uma notícia de fevereiro de 2016 que dava conta da vinda ao Brasil para estudar da filha de um suposto traficante venezuelano, amigo de Maduro.

“Seria esta a universidade do Foro de São Paulo, feita por Lula para acolher estrangeiros?”, questionou, sobre instituição criada no Paraná originalmente com o objetivo de acolher alunos de países sul-americanos.

A venezuelana citada por Eduardo realmente buscou uma vaga na universidade brasileira em fevereiro 2016, mas desistiu da matrícula em março do mesmo ano.

Em outras postagens, Eduardo ataca o governador paulista João Doria, divulga uma denúncia de corrupção que incriminaria, segundo ele, o marido da deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP), colega de partido, mas adversária política, e reclama do Movimento Brasil Livre (MBL), que, para ele, “entrou na política para acabar com o sistema e vai sair apoiando o Maia e companhia”.

De Dilma a Kim Jong-un, poupando a China

A esquerda, claro, não ficou fora da mira de Eduardo Bolsonaro nesta terça-feira (21/04). Além de lembrar da Venezuela e de Maduro, o parlamentar fez postagens contra o ditador norte-coreano Kim Jong-un, criticou a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), o educador Paulo Freire e Lula.

Da lista de ameaças comunistas, Eduardo poupou a China, país com o qual protagonizou um entreveiro diplomático há poucas semanas ao acusar os asiáticos de esconder dados sobre o coronavírus. A fala foi alvo de reclamações da Embaixada da China e precedeu uma conversa telefônica entre o presidente Jair Bolsonaro e o mandatário chinês, Xi Jinping.

Respostas

Alvos do parlamentar estão usando as próprias redes para responder, dando mais visibilidade às postagens de Eduardo, seguido por dois milhões de perfis no Twitter.

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