Luiz Fernando Branches confessou ter atirado e matado o comerciante Evilázio Alves durante um assalto no São José, em Manaus.

A prisão de Luiz Fernando Branches do Nascimento, de 21 anos, trouxe novos detalhes sobre o latrocínio (roubo seguido de morte) que chocou moradores do bairro São José Operário, na Zona Leste de Manaus. Apontado pela polícia como autor do disparo que matou o comerciante Evilázio Alves da Silva, de 60 anos, o suspeito confessou o crime e chamou atenção pela frieza ao relatar a execução da vítima.

Em vídeo registrado durante a prisão, realizada por policiais militares da Rocam na madrugada desta quinta-feira (4), no bairro Cidade de Deus, Luiz Fernando admitiu ter atirado contra o comerciante durante o assalto à panificadora da vítima.

“Ele reagiu. Foi um tiro só”, declarou o suspeito, sem demonstrar arrependimento.

Segundo as investigações, o disparo atingiu inicialmente o braço do próprio criminoso e, em seguida, acertou a nuca de Evilázio, que morreu ainda no local. O crime ocorreu na noite de terça-feira (2) e provocou revolta entre moradores da zona leste da capital.

Além de confessar participação no latrocínio, Luiz Fernando também é investigado por envolvimento no assalto ao Museu da Amazônia (Musa), ocorrido no início deste ano. A polícia apura se ele participou diretamente da ação criminosa que teve grande repercussão em Manaus.

Durante o interrogatório, o suspeito entregou outros integrantes do grupo. As informações levaram à prisão de Anderson da Silva Alves, de 39 anos, acusado de responsável por fornecer a motocicleta utilizada pelos criminosos na fuga.

Luiz Fernando também identificou Rawlison Oliveira Pampolha, o “Bad Boy” e João Victor Gomes da Silva, o ‘Vitinho” como participantes do latrocínio. Os dois seguem foragidos e são procurados pelas forças de segurança do Amazonas.

As diligências chegaram a um imóvel indicado pelo suspeito, onde os policiais encontraram entorpecentes. No entanto, os dois procurados não estavam no local.

Morador do bairro São José há mais de 30 anos, Evilázio era conhecido e querido pela comunidade. A morte do comerciante gerou uma onda de indignação entre familiares, amigos e vizinhos, que cobram justiça e medidas mais rígidas de combate à criminalidade na região.

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