A eleição suplementar para o governo do Amazonas poderá voltar a ter problemas, mas desta vez nada relacionado ao Tribunal Superior Eleitoral ou Supremo Tribunal Federal, mas por transmissão de dados dos 61 municípios e da capital. De acordo com denúncia encaminhada ao Fato Amazônico, os 479 técnicos de transmissão que há anos atuavam realizando transmissões de eleições para o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas foram substituídos por alunos do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (IFAM), através de uma seleção realizada pela Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa, Extensão e Interiorização (FAEPI).

De acordo com denúncia, a Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa, Extensão e Interiorização do IFAM abriu no último dia 15 deste mês, as inscrições para a seleção dos profissionais para atuarem como operadores de equipamentos de entrada e transmissão de dados em todo o estado, com sete pré-requisitos classificatórios para alunos e egressos do Ifam e entre eles constava a experiência comprovada em Carteira de Trabalho nas eleições 2016 no cargo de operador de equipamentos; possuir experiência comprovada em Carteira de Trabalho nas eleições 2014 no cargo de operador de equipamentos; mas nenhum dos classificados possuem experiência em duas eleições como exigiu o órgão e outros se quer atuaram em algum pleito no estado.

Os mesmos pré-requisitos foram exigidos para o público externo, ou seja,  o de possuir experiência comprovada em Carteira de Trabalho nas eleições de 2016 e 2014, mas nenhum candidato externo se classificou no exame de seleção, e os 479 técnicos que sempre atuaram nas eleições, com experiência comprovada ficaram de fora.

“Pessoas com doze anos atuando em transmissão ficaram de fora”, afirmam os denunciantes, que terão os nomes preservados para evitar represálias. De acordo com eles, a FAEPI que é a contratante tratou de privilegiar seus discentes em detrimento de anos de experiencias dos técnicos.

Entre os classificados para atuar no pleito da eleição suplementar está Willamys da Silva Salgado, que é gestor da Faepi e não poderia participar do exame de seleção.

Outra denúncia grave contra a Faepi é a duplicidade de vários nomes na lista dos classificados.

Transmissões garantidas

Mas a assessoria de imprensa do Tribunal Regional Eleitoral, informou que não existe nenhum perigo na transmissão dos dados. Afirmou ainda, que o órgão cumpriu uma determinação do Tribunal de Contas da União.

“A preferência seria para alunos e egressos do Ifam”, acrescentou a assessoria, afirmou que todos os 479 técnicos já foram treinados no Tribunal Regional Eleitoral e já estão aptos para atuarem no pleito suplementar. “Se fosse os  que atuaram em outras eleições não precisaria do treinamento, mas o presidente Yedo Simões cumpriu o que determinou o TCU”, concluiu.

A reportagem do Fato Amazônico tentou falar com a Faepi a respeito da denúncia pelo telefone (92) 3346-8303, mas as ligações não foram atendidas.

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