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As eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, realizadas nesta terça-feira (3/11), poderão alterar o cenário político enfrentado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que permanece em território norte-americano após deixar o Brasil em meio a investigações no Supremo Tribunal Federal (STF).

Conhecidas como midterms, as eleições definirão as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 vagas do Senado norte-americano.

Uma eventual mudança na composição do Congresso poderá ampliar a fiscalização sobre o governo do presidente Donald Trump, aliado político da família Bolsonaro.

Entretanto, decisões relacionadas à permanência ou eventual deportação de estrangeiros não são tomadas diretamente pelo Congresso. Essas medidas envolvem autoridades do Executivo norte-americano, especialmente o Departamento de Segurança Interna (DHS), responsável pela aplicação das normas migratórias.

Parlamentares podem, contudo, promover investigações e solicitar esclarecimentos sobre a atuação do governo em questões migratórias.

Senador enfrenta investigações no Brasil

Flávio Bolsonaro, derrotado nas eleições presidenciais brasileiras de 2026, deixou o país após uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, para apreensão de seus passaportes brasileiros.

O parlamentar viajou acompanhado da esposa e das duas filhas, passando pela Argentina e pelo Equador antes de chegar a Miami.

Segundo informações divulgadas pelo portal Metrópoles, o senador é investigado em procedimentos relacionados a suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo empresas de apostas, possíveis irregularidades no financiamento do filme Dark Horse e uma acusação de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

As investigações ainda não representam condenações, e as suspeitas deverão ser analisadas pelas autoridades competentes.

Nos Estados Unidos, Flávio encontrou o irmão Eduardo Bolsonaro e o ex-deputado Alexandre Ramagem.

Resultado eleitoral pode ampliar pressão política

A relação de Flávio Bolsonaro com Donald Trump passou a receber atenção após sua saída do Brasil.

Na semana anterior, o senador divulgou uma carta na qual alegou irregularidades nas eleições presidenciais brasileiras, sem apresentar provas que comprovassem fraude no processo eleitoral.

Nas redes sociais, usuários também promoveram a hashtag #DeportTheBolsonaros, defendendo a retirada de integrantes da família Bolsonaro dos Estados Unidos.

Embora uma eventual mudança na maioria parlamentar possa aumentar a pressão política sobre a administração Trump, o resultado das eleições não determina automaticamente alterações na situação migratória do senador.

Qualquer medida nesse sentido dependerá das leis norte-americanas, das condições de entrada e permanência no país e de decisões das autoridades responsáveis.

Com informações de Metrópoles

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