
A exatos oito meses das eleições convocadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que vai eleger, além do presidente e do vice-presidente, 27 governadores e outros 27 vice-governadores, 513 deputados federais, 54 senadores, 1.035 deputados estaduais e 24 deputados distritais, o clima da disputa na capital da Zona Franca de Manaus, a terra de Ajuricaba, é de nervosismo acelerado, com faísca “faiscando” de todas as direções.
Nesta terça-feira, 03, por exemplo, o termômetro registrou temperatura altíssima com o barulho promovido pelo coronel da reserva, Antônio Menezes, e o vereador sargento Salazar.
– Bagulho é linguagem de marginal e não de alguém que pretende representar o Amazonas na Câmara dos deputados, disparou, exasperado, coronel Menezes, em clara alusão à forma de comunicação adotada por seu opositor para angariar votos em programa de televisão.
– Hoje a marretada vai no coronel cabeça de roll-on, aquele que traiu o ex-presidente Bolsonaro, contra-atacou Salazar.
– Bagulho é um termo de marginal, de traficante e não de um político de estatura, insistiu Menezes.
– Eu não sou de chutar em cachorro morto, não mas vou abrir uma exceção. Você é corta fora do baralho, revidou.
Tudo isso e muitas outras “afáveis” trocas “gentilezas” aconteceu nas redes sociais em vídeo publicado sem corte.
Durante o indigesto confronto, Salazar exibiu um áudio com a voz de Bolsonaro que confirma a insinuação lançada contra Menezes “cabeça de roll-on” – gíria e apelido pejorativo usado no Brasil para se referir a pessoas carecas – era carta fora do baralho.
“Alfredo, esse cara passou, ontem, por aqui, pedindo para voltar para o partido (PL)……queria tirar foto comigo, eu não tirei foto com ele….da nossa parte, ele é fora carta do baralho, tá ok! (ver vídeo)
Sargento Salazar, do PL, foi o candidato a vereador mais votado da cidade de Manaus. O policial militar e empresário tem 41 anos e conseguiu 22.594 votos com propostas voltadas para a área de segurança pública.







