Reprodução Tasnim News

Em meio a um frágil cessar-fogo com os Estados Unidos e Israel, o porta-voz do Exército iraniano, brigadeiro-general Mohammad Akraminia afirmou, nesta quarta-feira (29/4), que as forças armadas atualizaram e completaram o banco de dados de alvos e modernizaram equipamentos.

“O Irã permanece em estado de plena prontidão militar”, informou a agência semi-oficial Tasnim News.

O porta-voz admitiu ainda que desde o primeiro dia da pausa estabelecida entre os países, as forças continuaram “atualizando seus objetivos, completando o banco de alvos, mantendo o treinamento e utilizando a experiência adquirida em tempos de guerra”, devido à falta de confiança nos inimigos.

Segundo ele, o Exército não considera a guerra encerrada e qualquer novo ato de agressão ou ameaça à segurança do país será recebido com uma resposta “ainda mais esmagadora”.

O Irã afirma que, em 40 dias de conflito, insurgiu em 100 ondas de contra-ataques e que, durante as negociações do cessar-fogo, apresentou uma proposta de dez pontos para um acordo com os EUA e Israel, que incluía a retirada das forças norte-americanas e a suspensão das sanções.

“O Irã deixou claro que qualquer retorno às negociações de cessar-fogo depende do levantamento do bloqueio naval dos EUA [no Estreito de Ormuz]”, finalizou a agência.

Do outro lado do front

Trump, por sua vez, publicou hoje na Truth Social uma montagem onde aparece segurando uma arma, com explosões ao fundo e a frase “Chega de ser bonzinho”, ao lado da bandeira dos EUA. “O Irã não consegue se organizar. Eles não sabem como assinar um acordo não nuclear. É melhor que se convençam logo! Presidente DJT”, escreveu na legenda.

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, assegurou, porém, que o país continuará com os esforços de mediação entre os EUA e o Irã, diante da estagnação do diálogo e do recente ultimato de Trump. “Os esforços pela paz ainda estão em andamento e não haverá redução neles”, declarou.

Enquanto isso, no braço do conflito que envolve o Líbano, Israel voltou a bombardear nessa terça (28) diversas áreas do sul do país, apesar do cessar-fogo em vigor desde 17 de abril.

Com informações do Metrópoles.

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