O primeiro Encontro Municipal do Programa Bolsa Família na Educação, coordenado pela Secretaria Municipal de Educação (Semed) encerrou ontem (6), no auditório da Universidade Paulista (Unip), no bairro Parque 10, zona Centro-Sul. Foram três encontros que iniciaram no mês de maio e reuniram aproximadamente 900 pessoas, entre beneficiários do programa, diretores e secretários de escolas.
As reuniões tiveram como objetivo refletir sobre o programa, sobre os desafios na política de Educação e a importância da participação dos beneficiários e dirigentes escolares, no acompanhamento e cumprimento das condicionalidades do benefício. Participaram gestores e secretários das Divisões Distritais Zonais (DDZ) Oeste, Sul e Centro-Sul e coordenadores distritais da Semed e coordenadorias distritais da Secretaria Estadual de Educação (Seduc).
Para a gerente de Atividades Complementares e Programas Especiais (Gacpe), Dircélia Ortiz, os encontros foram importantes para refletir sobre a execução do programa. “Esses três encontros foram bastante proveitosos, reunimos com os beneficiários, que puderam apresentar as expectativas em relação à educação dos seus filhos e com os palestrantes, que apresentaram formas de como alcançar a emancipação social. Também trabalhamos diretamente com as escolas na discussão sobre os desafios educacionais”, enfatizou.
O público participante pôde acompanhar palestras com temas como ‘O Programa Bolsa Família: Desafios na Educação do Município de Manaus’, ministrada pelas professoras da rede, Regina Marieta Teixeira e Alina Bindá. Também foi debatido o tema ‘O acompanhamento intersetorial das Condicionalidades do Programa Bolsa Família’ com Welciane Jacinto, professora da Semed e coordenadora municipal do programa.
Também estiveram presentes durante os encontros representantes da secretaria Municipal de Saúde (Semsa), da Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Direitos Humanos (Semmasdh) e do Centro de Referência Assistência Social (Cras).
A Semed tem, atualmente, quase 200 mil alunos beneficiados pelo programa. Segundo a palestrante Alina Bindá, a conscientização do uso do programa deve partir da escola. “O papel da escola na conscientização da emancipação social deve começar pelo próprio aluno, fazendo com que ele entenda o motivo de receber o benefício. O professor também pode despertar no estudante a vontade de não mais fazer parte da utilização do programa, incentivando essa emancipação, para que ele cresça não querendo ser mais um que vive com ajuda de programas”, afirmou.
O gestor da Escola Municipal São Dimas, Américo Gadelha, no bairro São Jorge, zona Oeste, explicou que já trabalha a conscientização dos beneficiários por meio de reuniões. “Todo início de ano letivo realizamos reuniões com os pais e responsáveis dos alunos com palestras para que haja essa conscientização de não depender para sempre desses benefícios. Nesse período já tivemos famílias que deixaram de depender do Bolsa Família”, explicou.







